Investigação revela que montagem incorreta e componente químico são responsáveis pela falha que matou 10 pessoas e feriu 100

Airbag Takata
Divulgação
Airbag Takata

A fabricante de equipamentos de seguraça para carros, a  Takata , pode ser obrigada a fazer outro recall para seus airbags nos Estados Unidos, substituindo entre 70 a 90 milhões de unidades. Um estudo feito no país mostra que componente químico do equipamento pode ser um dos responsáveis pelo defeito que motivou um recall de 50 milhões de veículos no mundo todo.

O caso começou em abril de 2013, quando descobriram que uma falha no equipamento faz com que a bolsa infle de fora inadequada, com o risco de causar lesões físicas ao passageiro. Investigações do NHTSA , órgão norte-americano responsável pela segurança automotiva, suspeitam que o uso de nitrato de amônio, substância química utilizada para inflar os airbags, é um dos responsáveis pelo defeito.

Segundo a agência Reuters , a Takata fez um acordo com a NHTSA em novembro. Foi paga uma multa de US$ 70 milhões, teve que prometer que não irá mais utilizar o nitrato de amônio a partir de 2018 e que precisa provar até 2019 que o componente é seguro. Se não conseguirem comprovar, a Takata terá que fazer um recall de todos os airbags. O porta-voz da NHTSA, Gordon Trowbridge, afirma que ainda não encontraram evidências o suficiente para anunciar outro recall e que podem levar anos para resolver a situação.

Paralelamente, uma aliança formada por BMW , Fiat Chrysler , Ford , General Motors , Honda , Mazda , Nissan , Toyota  e Subaru  contratou a Orbital ATK, empresa especializada em sistemas de propulsão para foguetes, para realizar testes independentes com os airbags. O grupo afirma que o nitrato de amônio é o responsável pelo defeito, devido a um erro na manufatura que permitiu que o componente fosse exposto a umidade. A Takata nem tentou se defender, afirmando que os resultados do grupo são consistentes com a investigação interna.

Os airbags defeituosos foram responsáveis pela morte de 10 pessoas e por ferir mais de 100 passageiros. Cerca de 53 milhões de veículos no mundo todo foram convocados para trocar as bolsas infláveis, 50 mil deles no Brasil.

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