Executivo pede demissão seis meses depois do escândalo apelidado de “dieselgate”

Michael Horn, ex-chefão da VW nos EUA e presidente da marca para as Américas
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Michael Horn, ex-chefão da VW nos EUA e presidente da marca para as Américas

O presidente da Volkswagen  nos Estados Unidos e Canadá, Michael Horn, entrega o cargo seis meses depois de que descobriram a fraude envolvendo milhões de motores a diesel da marca alemã em todo do mundo. Para vender mais, a fabricante dizia que seus carros poluíam menos e eram mais eficientes, mas testes constataram que, na verdade, os modelos eram aprovados na homologação de laboratório e, quando iam para as ruas, passavam a ser bem mais poluentes.  Foi um escândalo que ficou conhecido como “dieselgate”.

Além disso, de acordo com a agência americana, Automotive News, outro motivo que levou à queda do presidente da VW nas Américas foi a insatisfação dos concessionários com a diminuição de 5% nas vendas, em 2015, nos mercados norte-americano e canadense, por causa da falta de um plano da Volkswagen para solucionar o caso dos motores fraudados. Nos EUA, são quase 500 mil motores a diesel afetados, volume que chega a 11 milhões no mundo. E, no Brasil, 17 mil unidades da picape Amarok precisam de uma solução para o problema.

De acordo com a Volkswagen , Horn sai da empresa em comum acordo. A partir de 1 de abril, assume o cargo de presidente interino da VW América, Hinrch Woebcken,  que foi recentemente nomeado chefe da VW da América do Norte e do Grupo Volkswagen da América.  Michael Horn, de 54 anos,  tornou-se CEO e presidente do Grupo VW na América em janeiro de 2014 e tem mais de 25 anos de experiência na empresa.

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