Marca usou métodos ilegais para calcular consumo e emissão de poluentes no Japão

Suzuki SX4 S-Cross
Divulgação/Suzuki
Suzuki SX4 S-Cross

Poucas semanas depois da Mitsubishi admitir que fraudou os testes de emissão de poluentes e consumo de combustível no Japão, a Suzuki  pede desculpas e declara que também fez medidas ilegais. Segundo o presidente da marca, Osamu Suzuki, 2,1 milhões de veículos no Japão não fizeram o teste da forma correta.

Em sua declaração, Suzuki afirma que não seguiu as regras, mas não trapacearam como a Mitsubishi . Parece não fazer sentido, mas é bem simples. Ao invés de colocar os carros na pista de testes em Sagara, a marca utilizou um túnel de vento e combinou o resultado com o cálculo feito pelos engenheiros. O executivo diz que a diferença na medição não é tão grande assim e foi feito apenas por uma questão logística, e não para obter um resultado melhor.

Usam esse esquema desde 2010 em 16 modelos, muitos deles da categoria kei-car, vendida apenas no Japão. Porém, há carros maiores na lista, como SX4 , Swift e Jimny . Foi o suficiente para que as ações da Suzuki caíssem 15%. Com o pedido de desculpas, veio a promessa de que irão reformar a pista de testes para obter os resultados de forma legal.

De acordo com o Ministério dos Transportes do Japão, nenhuma outra marca operando no país está manipulando os testes. O governo havia pedido para que todas as fabricantes no Japão reenviassem os resultados e que não encontrou mais nenhuma irregularidade. Se estiverem corretos, então os casos ficam restritos à Suzuki e Mitsubishi .

O impacto sobre a Suzuki não deve ser tão grande quanto o da Mitsubishi , que viu suas ações caírem em 50% e ainda é investigada sobre a manipulação dos dados. A perda financeira e de imagem levou a Nissan a tomar a decisão de comprar 34% das ações da Mit , suficientes para que passe a controlar a fabricante.

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