Motor EcoBoost será oferecido com câmbio automatizado Powershift e chega às lojas em julho no Brasil

Ford 1.0 EcoBoost
Carlos Guimarães/iG
Ford 1.0 EcoBoost

A Ford  acaba de revelar o motor 1.0 turbo de três cilindros, o famoso EcoBoost. É este motor que estará sob o capô do Fiesta na versão topo de linha Titanium e estará nas lojas em julho – a apresentação para a imprensa será em junho. Por enquanto, só será abastecido com gasolina e importado da Romênia. A produção no Brasil de uma versão flex, pelo menos por enquanto, está fora de cogitação.

A chegada do Fiesta com motor 1.0 turbo já havia sido antecipada por iG Carros , inclusive com um flagra do modelo de testes em São Paulo . Pequeno, essa versão do EcoBoost conta com três cilindros, injeção direta e duplo comando variável, e é capaz de gerar 125 cv e 17,3 kgfm, com gasolina.

É o motor mais moderno da Ford . Seu bloco é feito de ferro fundido ao invés de alumínio, por esquentar 50% mais rapidamente, o que reduz a energia necessária para atingir a temperatura ideal de trabalho. Para compensar, os cabeçotes e o cárter são feitos de alumínio, com partes de fibra de carbono, material leve e resistente usado na Fórmula 1.  Tudo isso em um motor tão compacto que, segundo a fabricante, tem o tamanho de uma folha de sulfite A4.

Hatch da Ford com novo motor é flagrado em testes
Carlos Guimarães/iG
Hatch da Ford com novo motor é flagrado em testes

Como a apresentação será daqui a um mês, a Ford ainda segura as informações sobre o Fiesta com este motor, que vai funcionar com câmbio Powershift. Embora seja oferecido no topo da linha, essa não será uma versão esportiva. O turbo vem para ajudar na eficiência energética, reduzindo o consumo de combustível e aumentar um pouco o desempenho, da mesma forma que o Volkswagen up! TSI e Hyundai HB20 Turbo .

Eficiência pelos detalhes

Durante a apresentacão do motor 1.0 EcoBoost para a imprensa, a Ford deu alguns detalhes técnicos que contribuíram com a eficiência energética. Um deles é que a injeção direta de combustível é estratificada, ou seja, concentra mais combustível próximo das velas e menos à medida que vai se distanciando da fagulha de ignição, permitindo trabalhar com uma mistura ar/combustível mais pobre. Conseguiram manter essa característica do motor com a gasolina vendida no Brasil, que é única no mundo, com 27% de etanol.

Outro ponto é que o motor trabalha com chamado ciclo Miller, que inclui taxa de compressão estática de 10:1 e atraso no fechamento das válvulas de admissão, admitindo o máximo de ar possível para expulsar todo o gás queimado da combustão anterior. Além disso, o turbo funciona com com até 1,5 bar de pressão e atinge o máximo de 248 mil rpm.

E o coletor de escape é integrado ao cabeçote, o que permite aquecimento mais rápido do catalisador, reduz o turbo lag e, com ajuda das duas válvulas termostáticas, faz motor a trabalhar o mínimo possível em temperaturas menores, quando ocorre o maior nível de desgaste.O que também contribui com a durabilidade do motor são os jatos de óleo no pistão em momentos específicos.

Por enquanto, o que a Ford divulga sobre o Fiesta 1.0 EcoBoost que será vendido no Brasil é que a aceleração de 0 a 100 km/h é feita em 9,6 segundos, ante 12,1 segundos da versão 1.6. Mais detalhes serão divulgados na apresentação do carro, marcada para o fim de junho.

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