Conheça as dez marcas que não conseguiram conquistar o mercado brasileiro de automóveis

Tem quem acredite que basta vender um carro no Brasil que ficará rico. Não é bem assim. Muitas marcas até tentaram, mas não caíram no gosto do brasileiro, seja por ter um produto menos atrativo, ou por ser um nome desconhecido. Vamos relembrar as fabricantes que vieram, perderam e bateram em retirada.

1 - Geely

Geely EC7
Divulgação/Geely
Geely EC7

É o caso mais recente e uma das marcas que menos vendeu quando veio ao Brasil. Representada por aqui pelo Grupo Gandini, o mesmo que importa os carros da Kia , a gigante chinesa apostou em dois modelos: o sedã EC7 e o compacto GC2 . De 2014 a 2016, emplacaram apenas 1.019 unidades. Prometem voltar quando a situação econômica melhorar.

2 – Mahindra

Imagem tirada do site da Mahindra, ainda no ar. Destaque para o slogan do M.O.V.:
Reprodução/Mahindra
Imagem tirada do site da Mahindra, ainda no ar. Destaque para o slogan do M.O.V.: "O único que leva 7 trabalhadores".

A maior fabricante da Índia foi trazida pela Bramont e teve até produção nacional, com carros montados na Zona Franca de Manaus. Vendeu a picape Pik Up e o utilitário M.O.V ., mas nunca passou das 250 unidades por mês em seus melhores momentos. A matriz decidiu acabar com a operação e a Bramont ficou com uma linha de montagem de R$ 30 milhões desperdiçada.

3 - Lada

Ícone do comunismo, o soviético Lada Laika virou sinônimo de carro-problema com a saída da marca do Brasil.
Divulgação/Lada
Ícone do comunismo, o soviético Lada Laika virou sinônimo de carro-problema com a saída da marca do Brasil.

Em 1990, a Lada fez história no Brasil, por ser uma das primeiras marcas estrangeiras a chegar ao país, quando Fernando Collor tornou-se presidente e reabriu a importação. Traziam o jipe Niva, o sedã Laika e o hatch Samara , todos vindos direto da Rússia, sem qualquer tipo de tropicalização. Isso foi um problema, já que o motor não foi feito para beber a gasolina brasileira, apresentando defeitos. Desistiram de trabalhar por aqui em 1995.

4 – Alfa Romeo

A Alfa Romeo veio duas vezes ao Brasil para vender seus carros, e falhou nas duas tentativas.
Divulgação/Alfa Romeo
A Alfa Romeo veio duas vezes ao Brasil para vender seus carros, e falhou nas duas tentativas.

A Alfa Romeo tem uma relação de amor e ódio com o Brasil. Tentaram uma vez entre 1960 e 1986, começando com o FNM 2000 , carro brasileiro que utilizava tecnologia da empresa italiana. Chegaram até a produzir por aqui, aproveitando que a Fiat comprou a marca, montando o sedã 2300 em Betim (MG). Com as vendas em quedas, a Fiat desistiu e encerrou as operações. Em 1991, acharam uma boa ideia tentar de novo, importando o hatchback 145 e os sedãs 155 e 164 . Posteriormente vieram as evoluções 156 , 147 e 166 . Continuou vendendo pouco e a Fiat puxou o plug da tomada em 2006. Rumores falavam sobre um possível retorno em 2014, o que não aconteceu.

5 – Mazda

A Mazda veio tentando brigar com Toyota e Honda no segmento de sedãs, ao mesmo tempo que trouxe esportivos como o MX-5 Miata.
Divulgação/Mazda
A Mazda veio tentando brigar com Toyota e Honda no segmento de sedãs, ao mesmo tempo que trouxe esportivos como o MX-5 Miata.

Outra marca que deixou órfãos no Brasil, a Mazda vendeu carros por aqui a partir do início dos anos 90 até novembro de 2000. Apostaram nos sedãs 626 e Protegè , para tentar competir com Toyota e Honda , e nos esportivos MX-3 e MX-5 . Quando a Ford  comprou a marca em 1996, decidiu encerrar sua participação no Brasil para diminuir a concorrência interna. Chegou a falar sobre um possível retorno ao Brasil em 2010. Porém, como aconteceu com a Alfa Romeo , nunca se concretizou.

6 – Seat

Os carros da Seat eram basicamente os mesmos que da Volkswagen, só mudava design e acabamento.
Divulgação/Seat
Os carros da Seat eram basicamente os mesmos que da Volkswagen, só mudava design e acabamento.

Por algum motivo, a Volkswagen  acreditou que seria uma boa ideia trazer os carros da espanhola Seat ao Brasil em 1995. O que não fazia sentido é que eram veículos mecanicamente iguais aos da fabricante alemã, o que mudava era o acabamento e a identidade visual, tanto que podiam fazer a manutenção nas concessionárias da Volks. Ficou por aqui até 2002, quando saiu silenciosamente. Trouxeram o hatch Ibiza (sua versão do VW Polo ), o sedã Cordoba (derivado do Ibiza ), a perua Cordoba Vario e ao utilitário Inca (praticamente um Fiat Fiorino ).

7 – Saab

Famosa por seus jatos militares, a Saab tentou a sorte com o sedã 9000. Vendeu só 34 unidades em um ano.
Divulgação/Saab
Famosa por seus jatos militares, a Saab tentou a sorte com o sedã 9000. Vendeu só 34 unidades em um ano.

Assim como a Lada , a Saab aproveitou a reabertura do mercado brasileiro para carros importados em 1990, trazendo o sedã de luxo 9000 . Apesar de bem equipado, não conquistou o público, vendendo 34 unidades em um ano, motivo pelo qual a General Motors , sua dona na época, a desistir da marca no Brasil.

8 – MG

A MG queria superar Audi e BMW no Brasil, só que desapareceu sem que ninguém percebesse.
Divulgação/MG
A MG queria superar Audi e BMW no Brasil, só que desapareceu sem que ninguém percebesse.

Quando o grupo Forest Trade decidiu trazer a inglesa MG Motors ao Brasil, queria desbancar Audi e BMW no segmento premium. Ambiciosos não? Falavam até mesmo sobre erguer uma fábrica aqui. Começaram com dois modelos em 2011, o sedã MG550 (R$ 94.789) e o fastback MG6 (R$99.789), vendidos em sua primeira e única concessionária, em São Paulo. Caiu no completo esquecimento e as operações acabaram em 2013, sem que ninguém notasse.

9 – Daihatsu

A Daihatsu foi uma das marcas que mais apostou em uma linha com modelos variados, até que a crise econômica na Ásia a fez bater retirada.
Divulgação/Daihatsu
A Daihatsu foi uma das marcas que mais apostou em uma linha com modelos variados, até que a crise econômica na Ásia a fez bater retirada.

Outra que aproveitou a reabertura do Brasil para importações, a Daihatsu trouxe vários tipos de carro, como o subcompacto Cuore , o sedã Applause e o jipe Terios . Vieram um pouco mais tarde, em 1994, e ficaram até 1999, sem alcançar sucesso e barrados pela alta do dólar e pela crise asiática.

10 – Daewoo

Com motor de Vectra e design da Bertone, o Daewoo Espero foi tão bem que figurou entre os 10 carros importados mais vendidos.
Divulgação/Daewoo
Com motor de Vectra e design da Bertone, o Daewoo Espero foi tão bem que figurou entre os 10 carros importados mais vendidos.

Hoje pensamos em Hyundai e Kia quando falamos de carros coreanos. Na década de 1990, a referência era a Daewoo . Chegou ao país em 1994 com os sedãs Super Salon e Prince. Pouco depois trouxe o Espero , desenhado pelo estúdio italiano Bertone e com motor 2.0 do Chevrolet Vectra. Foi um sucesso, chegando a ser um dos 10 carros importados mais vendidos no Brasil. Aliás, sedã foi o que mais veio: trouxeram o Leganza, o Nubira e o Lanos.  Outros modelos que apareceram por aqui foram o Lanos hatchback, o Nubira perua e o compacto Tico . A crise asiática de 1999 levou a marca a encerrar suas operações no Brasil.

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