Com a mesma base do Prius e da próxima geração do Corolla, utilitário compacto tem chance de ser produzido no Brasil

O Toyota C-HR foi apresentado no Salão de Genebra , em março. Depois disso,  foi flagrado nas ruas da Turquia  e, ainda assim, ainda não tínhamos visto o interior do SUV. Finalmente, a Toyota decidiu mostrar as primeiras imagens do lado de dentro. A previsão é que o carro chegue às lojas na Europa e nos EUA no primeiro semestre de 2017. Não há confirmação de quando a novidade deve aparecer no Brasil.

Considerando a ousadia do design exterior do C-HR , o interior é um pouco menos arrojado, mas não espere por algo sem graça. Uma linha azul atravessa o painel e faz o contorno da tela de 8 polegadas da central multimídia, essa ligeiramente voltada para o motorista. Todo o acabamento é feito com um material que imita couro, combinado a itens em black piano e alguns poucos plásticos soft touch .

Quem comprar o SUV pode escolher uma cabine nas cores cinza escuro, preto com marrom ou preto com azul. Virá bem equipado, com sistema de estacionamento automático, sistema de som da JBL com 9 alto-falantes, janelas traseiras escurecidas, bancos aquecidos e partida keyless por botão. Manteve as rodas aro 18” e sempre trabalha com duas cores na pintura exterior (para manter o efeito de “teto flutuante” visto em outros SUVs como Range Rover Evoque  e no futuro Nissan Kicks ).

Como o projeto do C-HR nasceu como um veículo híbrido, a principal versão utiliza o mesmo conjunto da nova geração do Prius  ( que aceleramos em Brasília ), combinando um motor 1.8 a combustão e outro elétrico, para gerar 122 cv. Os modelos mais baratos utilizarão o novo 1.2 turbo, de 116 cv e 18,6 kgfm, que pode trabalhar com um câmbio manual de seis marchas, ou automático CVT. Tudo isso para a Europa.

No resto do mundo (o que inclui o Brasil, quando o C-HR chegar por aqui), a motorização será o 2.0 aspirado, de 150 cv, com um câmbio automático CVT, vindo do Corolla . A adoção deste motor facilita sua produção em outros mercados, inclusive por aqui, embora a Toyota diga que ainda avalia se vale a pena trazer o utilitário ao País. Ficará mais fácil no futuro, quando precisarem atualizar a fábrica para produzir a nova base do Corolla , também utilizada no Prius e no C-HR.

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