Grupo Fiat-Chrysler vai pagar entre US$ 150 e US$ 1,5 mil para quem descobrir vulnerabilidades nos softwares da marca

Sistema multimídia Uconnect do Jeep Cherokee
Divulgação
Sistema multimídia Uconnect do Jeep Cherokee

Os carros autônomos serão uma aposta forte no futuro, mesmo que ainda apresentem eventuais problemas (como a colisão do Tesla que matou seu motorista ). A Fiat-Chrysler quer antecipar um problema de segurança: e se algum hacker invadir os sistemas do veículo e controla-lo? Para isso, a marca oferece um prêmio de US$ 150 a US$ 1,5 mil para quem encontrar vulnerabilidades nos sistemas de seus veículos.

A FCA tem dois motivos fortes para correr atrás de mais segurança para seus sistemas. Fecharam uma parceria com o Google  para desenvolver modelos autônomos, fornecendo 100 unidades da minivan Chrysler Pacifica para os testes da gigante da tecnologia. O resultado desses testes serão usados para a criação do sistema autônomo que irá equipar os carros da FCA nos próximos anos.

O segundo motivo é evitar outro mico, como o que aconteceu com a divulgação de um vídeo do Jeep Cherokee sendo invadido por dois hackers, usando a conexão com o celular que a central multimídia faz, entrando na unidade de controle eletrônico do veículo. A dupla foi capaz de controlar vários elementos do carro, desde pequenas coisas como mexer no ar-condicionado até cortar a transmissão com o automóvel em movimento.

Esse tipo de falha não é exclusiva do utilitário da Jeep. Os mesmos hackers já demonstraram como é fácil invadir outros veículos, como Ford Escape e Toyota Prius . Em todos os casos, eram capazes de controlar tudo: desativar freios, girar o volante ou abrir o carro. O que preocupa é que, no caso do Prius e do Escape , o hacker estava com o computador ligado diretamente no veículo. Já no Fiat , tudo foi feito a 10 milhas (16 km) de distância, por conexão sem fio.

Com a falha descoberta, a FCA teve que fazer um recall de 1,4 milhão de veículos para atualizar o software e acabar com o buraco na segurança descoberto pelos hackers. A ideia é impedir que isso aconteça de novo. Os hackers terão que trabalhar com a plataforma BugCrowd, feita especialmente para quem trabalha com segurança digital, impedindo que as informações vazem. Afinal, ninguém quer ter um carro sendo invadido.

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