Saiba se compensa pagar um pouco mais pelos aditivos no combustível que você compra para o seu carro

O recomendável é usar gasolina aditivada a cada cinco abastecimentos
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O recomendável é usar gasolina aditivada a cada cinco abastecimentos

Em média, na cidade de São Paulo, a diferença de preço entre a gasolina aditivada e a comum é de R$ 0,20 por litro. Ou seja, a cada dez litros, paga-se em torno de R$ 2 a mais pelo combustível com alguns aditivos antioxidantes, dispersantes, detergentes, entre outros. Mas, afinal, será que vale a mesmo a pena arcar com esse custo extra? A resposta é: a longo prazo, sim, vale.

Com o passar do tempo, componentes do sistema de alimentação, entre os quais bicos injetores e o corpo de borboleta, acumulam impurezas que afetam o desempenho e o consumo de combustível. Seguindo a recomendação de um tanque de gasolina aditivada a cada cinco abastecimentos, vale a pena.

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Mas é preciso saber que em carros que rodaram muito sem gasolina aditivada é possível que apareçam problemas porque os resíduos acumulados nas partes internas do motor podem se desprender e entupir os bicos injetores, causando falhas de funcionamento. Porém, nesses casos, é possível fazer uma boa limpeza em todo do sistema de alimentação antes de começar a usar o combustível aditivado.

Outra questão que precisa ser levada em conta é que usar combustível aditivado contribui com o meio ambiente, uma vez que os níveis de emissões que as fabricantes atingiram são mantidos por mais tempo. Além disso, preserva-se a durabilidade do catalisador.

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Gasolina aditivada melhora o desempenho do carro?

Como a octanagem da gasolina aditivada é a mesma da comum, em motores iguais, com o mesmo estado de conservação, não haverá diferença de desempenho. No caso da gasolina premium ou podium, com maior octanagem, em motores com maior taxa de compressão e que atingem níveis de rotação mais altos, o rendimento melhora.

Também vale lembrar que tanto a gasolina aditivada quanto a comum vendida no Brasil contam com 27% de etanol, o que ajuda na octanagem, mas piora bastante o consumo, que o derivado da cana de açúcar tem poder calorífico menor que o da gasolina. E a relação estequimétrica do etanol é bem diferente da gasolina. O primeiro precisa de 9 partes de ar para uma de combusível e outro 14,7 para um.

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