Apenas em junho último, queda foi de 12,3% na comparação com o mesmo mês do ano passado

Vendas de carros financiadas representam historicamente entre 50 e 60% do total no País
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Vendas de carros financiadas representam historicamente entre 50 e 60% do total no País

De acordo com o levatamento do Cetip (Central de Custódia e de Liquidação Financeira de Títulos), que reúne os dados das instituições financeiras no Brasil, o volume de venda de carros financiadas caiu 16,7% no primeiro semestre do ano em relação ao mesmo período de 2015. Ainda de acordo com o balanço divulgado à imprensa, somente em junho passado houve queda de 12,3% na comparação com junho de 2015, mas com leve alta de 3,5% se comparado a maio.

As vendas de carros seminovos, mais uma vez, superaram as de novos nos primeiros seis meses de 2016, atingindo um total de 1.269.706 unidades, volume 7,5% menor que o computado no primeiro semestre de 2015. No caso dos modelos novos, as vendas ficaram em 521.727 unidades, o que é 30% a menos que o registrado entre janeiro e junho do ano passado.

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Apesar dos resultados negativos, de acordo com o gerente de relações institucionais do Cetip, Marcus Lavorato, tudo indica que o mercado pode ter interrompido a trajetória de queda, uma vez que levando em conta os dados de junho, por dia útil, observa-se um avanço de 1% nas vendas financiadas na comparação com igual período de 2015.

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Entre as modalidades de financiamento, o crédito direto ao consumidor (CDC) continua liderando o ranking nos primeiros seis meses de 2016, com 79,5% das vendas de carros a prazo, apesar da queda de 1,4 ponto percentual se comparado ao mesmo período do ano passado. O consórcio ficou com 17,5% e o leasing com 1,4%, enquanto que outras formas de financiamento representaram apenas 1,6% do total de vendas financiadas no Brasil entre janeiro e junho de 2016 no Brasil.

Espera-se que no segundo semestre o mercado mostre algum sinal de reação, já que é um período em que as vendas costumam ser melhores em função de uma série de de fatores, principalmente a ligeira melhora na renda do consumidor, que já recebeu a restituição do imposto de renda e, no final do ano, o 13º salário.

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