Acompanhe dicas e imagens sobre a aventura entre belas paisagens a bordo do Renegade a diesel, com tração 4x4 e câmbio de 9 marchas

Terça-feira, por volta das 15 horas. Pela janela do ônibus observo a bela paisagem árida que antes tinha visto apenas pelos livros de geografia. Estou saindo de Cuiabá (MT) em direção à região da Chapada dos Guimarães, onde ficam as mais interessantes trilhas aprovadas por jipeiros, aqueles que têm lama nas veias e vivem escalando paredes de pedra e apreciando a natureza sem pressa, com ajuda da tração 4x4.

Como parte das comemorações dos 75 anos da Jeep no mundo e já tendo em vista os 50 anos da marca no Brasil, a fabricante organizou algumas expedições para mostrar seu espírito aventureiro. E lá fomos nós, com uma garrafa d’água para matar a sede, bonê, protetor solar, repelente, calçando um tênis que enfrenta trechos de terra numa boa e um pendrive com o melhor do rock and roll de todos os tempos.

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Foi terreno de tudo quanto era jeito pela frente. Terra, areia, lama, pedra. E o Renegade Trailhawk se mostrou valente, mesmo sem pneus apropriados para andar fora do asfalto. O que ajudou foi o sistema de tração integral que se adapta a cada tipo de piso. Basta apenas selecionar a opção no console central que o funcionamento do conjunto mecânico muda de acordo com as diferentes situações. A boa autonomia e o toque em baixa rotacão do 2.0 turbodiesel também foram importantes na aventura.

Jeep faz 75 anos com expedição pela Chapada dos Guimarães
Carlos Guimarães/iG
Jeep faz 75 anos com expedição pela Chapada dos Guimarães

Rodando debaixo de poeira é preciso ficar atento a alguns detalhes . Primeiro de tudo: tomar uma boa distância do carro da frente, ligar dos faróis e prestar atenção para não ser pego de surpresa por algum carro no sentido contrário. Ah, não se esqueça também de andar com os vidros fechados e selecionar a opção do ar-condicionado que não deixa o ar de fora entrar no carro. Estava a caminho para o Vale do Rio Claro e, em seguida, a Crista do Galo, lugares que fazem parte do Parque Nacional da Chapada dos Guimarães.

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O local fica a 11 quilômetros da cidade e a 69 km da capital Cuiabá (MT). Foi criado em 1989 e ocupa uma área de 330 quilômetros quadrados. O parque protege amostras signinificativas dos ecossistemas locais e e assegura a preservação dos recursos naturais e sítios arqueológicos existentes, proporcionando uso adequado para visitação, educação e pesquisa. Para percorrer suas trilhas é preciso ter autorização e o auxílio de um guia. A região abriga mais de 400 espécies de aves, além de mamíferos, como onça e logo-guará. E a flora reúne belezas variadas como canelas-de-ema, ipês, pequis, buritis e babaçus.

Na terra, na areia e no asfalto

Como parte do comboio de cerca de 10 carros, terminei o primeiro dos dois dias de trilha de volta para o Hotel Penhasco  , com o sol de pondo no horizonte. Trata-se de uma das melhores opcões de hospedagem na região, a três quilômetros do distrito de Chapada dos Guimarães. Durante a noite, agora no início de agosto, a temperatura cai bem, apesar do calor e do tempo bastante seco durante o dia.

Mata seca favorece a ocorrência de incêndios frequentes. Bombeiros interditaram um dos lados a pista para os carros passarem rapidamente
Carlos Guimarães/iG
Mata seca favorece a ocorrência de incêndios frequentes. Bombeiros interditaram um dos lados a pista para os carros passarem rapidamente

Para quem pensa em se aventurar em trilhas na região, outra dica é que as queimadas são frequentes durante o inverno. Portanto, vale a pena ficar atento, inclusive na estrada asfaltada às margens da chapada. Durante o test drive no Renegade a diesel, presenciamos um incêndio. Os bombeiros logo bloquearam um dos sentidos da pista dupla para os carros do comboio passarem rapidamente, for a de perigo. Mas é bom não contar com a sorte e ficar sempre atento.

Outro ponto importante para quem for percorrer as trilhas da região da Chapada dos Guimarães é a Cidade das Pedras. Para chegar lá, deve-se passar por um caminho com piso de areia na maior parte do tempo, com uma ou outra travessia de rio que exige certo cuidado. O ideal é seguir as orientações do guia e passar com velocidade constante, sem exageros, para não correr o risco de ter a placa dianteira arrancada, entre outros problemas.

E para finalizar, não há como deixar de visitar a Cachoeira Véu de Noiva, uma queda d’ água de 86 metros de altura. O mirante da Cachoeira Véu de Noiva é acessado pela entrada principal do Parque. Formada pelas águas do Córrego Coxipó, a cachoeira é emoldurada por paredões de arenito em forma de ferradura. A piscina formada é belíssima, mas, por segurança, foi interditada para banhos, assim como a trilha de acesso à base.

* Viagem feita a convite da Jeep do Brasil

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