Economia ruim não assusta a venda de carros usados, que contabiliza 1,19 milhões de veículos desde janeiro até julho

Na contramão do setor automotivo, a venda de carros usados segue estável, acumulando 1.198.227 unidades de janeiro até julho.
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Na contramão do setor automotivo, a venda de carros usados segue estável, acumulando 1.198.227 unidades de janeiro até julho.

O momento econômico ainda não é dos melhores, mas o mercado de veículos seminovos não tem do que reclamar. As vendas de carros usados tiveram uma reação no mês de julho, subindo para 1.198.227 unidades, 8,5% mais do que as 1.104.519 unidades comercializadas em junho deste ano. Segundo a Federação Nacional das Associações dos Revendedores de Veículos Automotores (Fenauto), o resultado é apenas 3% menor do que no mesmo mês de 2015.

No acumulado, as vendas de carros usados alcançaram 7.397.272 unidades de janeiro a julho, contra 7.649.908 do mesmo período em 2015, uma diferença de 3,3%. No mesmo período, a venda de veículos novos acumula 1.864.405 unidades em 2016, segundo a Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave). Em 2015, estava em 2.377.942 veículos, uma diferença de 21,6%.

Para Ilídio dos Santos, presidente da Fenauto, o resultado de julho é um bom sinal, pois mostra certa estabilidade no setor quando consideramos o acumulado de vendas. No entanto, o comprador ainda está cauteloso, esperando por mais sinais de recuperação da economia antes de entrar em uma dívida que pode não ser capaz de pagar, caso a situação piore e acabe perdendo a renda.

Preferência por seminovos

O segmento de maior destaque na venda de carros usados é o dos seminovos, os veículos com até 3 anos de uso. Os automóveis dessa categoria cresceram 22,8% desde janeiro até julho, com um crescimento de 8,6% de junho para julho, representando a maior fatia do mercado, representando 35% das vendas. Carros com mais tempo de uso tiveram queda, que varia de 12% a 17%.

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