Versão indiana vai mal em crash-test mesmo com reforço estrutural. Saiba mais sobre o Renault Kwid, que irá substituir o Clio no Brasil em 2017

Reforçaram a estrutura do Renault Kwid na Índia e, ainda assim, não foi o suficiente para proteger os ocupantes. Recebeu uma estrela para proteção de adultos e crianças.
Divulgação/Global NCAP
Reforçaram a estrutura do Renault Kwid na Índia e, ainda assim, não foi o suficiente para proteger os ocupantes. Recebeu uma estrela para proteção de adultos e crianças.

Mesmo depois de três resultados ruins no teste de colisão do Global NCAP e passar de novo pela engenharia para receber reforço estrutural, o Renault Kwid desaponta e obteve apenas uma estrela de cinco após passar por um quarto crash-test. É uma melhora em relação ao modelo anterior, que tirou nota zero na proteção para adultos. Para acalmar os brasileiros, a fabricante declarou que o compacto será bem mais reforçado no Brasil e será o primeiro carro do segmento a vir com airbags laterais de série.

A legislação na Índia não exige que os carros venham com airbag (da mesma forma que o Brasil até 2014). Dessa forma, os veículos vem com o mínimo de equipamentos de segurança possível. O Global NCAP testou duas versões do Renault Kwid na nova rodada. O modelo padrão, sem airbag, tirou nota zero novamente, enquanto a configuração mais equipada recebeu uma estrela – e a lista de equipamentos inclui apenas um airbag para o motorista e pré-tensionadores de cinto de segurança, também apenas para o motorista.

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De acordo com a associação, o carro recebeu um reforço estrutural. Ainda assim, não foi o suficiente para impedir que a carroceria se deformasse de forma a pressionar o peito do motorista. Toda a estrutura foi considerada instável pelo Global NCAP, afirmando que não iria aguentar um impacto mais forte. Pior ainda, a Renault Índia confirmou para a entidade que só reforçou a estrutura do lado do motorista, sem alterações para o resto do veículo.

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A proteção para crianças também foi ruim, obtendo uma estrela. Os resultados mostram que as cadeirinhas infantis não conseguiam se manter no lugar com o cinto de segurança. Tanto com o assento para crianças com 3 anos quanto para as de 18 meses se moveram de forma que a cabeça do boneco de testes bateu contra o apoio de cabeça dos bancos dianteiros. Também criticaram a falta de instruções sobre como instalar corretamente o bebê-conforto.

Mais seguro no Brasil

Embora tudo isso seja bem desanimador, o Renault Kwid pode ser bem diferente. De acordo com a empresa, o projeto é global, mas cabe a cada filial adaptar o carro para que seja adequado ao gosto do público e as leis locais. Por exemplo, a versão brasileira será 20% mais pesada do que a indiana, graças ao uso de chapas de aço de alta resistência. Também prometem que virá de série com ancoragem ISOFIX para assentos infantis, airbags frontais e laterais, e mais reforços no monobloco.

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O Renault Kwid brasileiro será apresentado no Salão do Automóvel, entre 10 e 20 de novembro, mas as vendas começarão apenas no início de 2017. Aos poucos, irá ocupar o lugar do Clio, ainda em sua segunda geração e que seguirá sendo produzido na Argentina por mais algum tempo. Sob o capô estará o motor 1.0, de três cilindros e 77 cv, criado especialmente pela Renault – não irão aproveitar o que já equipa os carros da Nissan.

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