Apesar da leve alta de 0,4% nas vendas de novembro comparadas ao mês anterior, setor sofre com crise econômica e políticas de cotas de importação

Conjuntura atual, com baixas vendas de carros importados, oferece risco de fechamento de mais concessionárias no País
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Conjuntura atual, com baixas vendas de carros importados, oferece risco de fechamento de mais concessionárias no País

O setor de carros importados continua sofrendo em função da crise econômica e das regras ligadas às cotas de importação. De acordo com o balanço mensal divulgado pela Abeifa (Associação Brasileira das Empresas Importadoras e Fabricantes de Veículos Automotores), as vendas de novembro último foram 33,4% menores que as do mesmo mês do ano passado (2.650 unidades ante 3.976). No acumulado do ano, a queda é ainda mais acentuada, de 40,9% (32.516 nos onze primeiros meses do ano, ante 55.057 de 2015. Apesar disso, houve uma pequena alta de 0,4% entre outubro e novembro desse ano.

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 De acordo com o presidente da Abeifa, José Luiz Gandini, “no conjunto das marcas associadas à Abeifa, em novembro poderíamos ter obtido um resultado melhor. As marcas de volumes mais significativas não puderam nacionalizar seus produtos porque já estouraram suas respectivas cotas anuais. E, hoje, vender fora da cota proporcional ou do limite de 4.800 unidades por ano é inviável. Significa ter prejuízos”, alerta o executivo

 Ainda conforme Gandini,  “por ora, solicitamos ao menos a liberação das cotas não utilizadas por outras marcas. Com esta alteração não há benefícios fiscais, pois as cotas existem e não estão sendo utilizadas por algumas marcas que perderam seu canais de distribuição ou encerraram suas atividades ou até foram descredenciadas do Inovar-Auto, portanto sem qualquer renúncia fiscal. Com esta simples alteração, não corremos o risco de gerar mais desemprego no setor com o fechamento de mais concessionárias e com certeza aumentaremos nossos recolhimentos de tributos aos cofres públicos" enfatiza o presidente da Abeifa. 

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As marcas que têm produção local 

 Entre as associadas à Abeifa, que também têm produção nacional, BMW, Chery, Land Rover , Mini e Suzuki fecharam o mês de novembro com 1.138 unidades emplacadas, total que representou alta de 10,2% em relação ao mês anterior. Comparado a novembro de 2015, permanece tendência de queda: 27,5%, quando foram emplacadas 1.569 unidades nacionais.

Enquanto, no acumulado, as cinco associadas à Abeifa totalizaram 10.840 unidades emplacadas, queda de 71,8% ante as 38.499 unidades (à época, ainda sem a produção da Jaguar Land Rover e também da Mini) dos primeiros onze meses do ano passado. A substancial queda se justifica porque, no ano passado, era contabilizada a produção do modelo Renegade , da Jeep , à época associada da Abeifa. 

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Ao considerar somente os veículos importados, a participação das associadas à Abeifa, no total do mercado interno, é de apenas 1,52% no mês de novembro e, no acumulado do ano, 1,81%. Com os totais somados – importados e produção nacional -, a participação das filiadas à Abeifa no mercado interno é de 2,18% no mês de novembro e de 2,43% no acumulado do ano.

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