Com vendas em baixa, modelo deixa de ser fabricado em Sete Lagoas (MG). Conheça o destino do utilitário no Brasil e o motivo do fim de sua produção

Presente no Brasil desde 1998, a segunda geração da Fiat Ducato era produzida até este ano, ignorando a nova versão vendida na Europa.
Divulgação/Fiat-Chrysler Automóveis
Presente no Brasil desde 1998, a segunda geração da Fiat Ducato era produzida até este ano, ignorando a nova versão vendida na Europa.

Mais uma baixa da crise no Brasil, o  Fiat Ducato deixa de ser fabricado na linha de produção da Iveco , no complexo industrial de Sete Lagoas (MG). Vendida na versão van e furgão, a Ducato passará a vir importada, embora a marca ainda não revele de onde – as opções são Itália e México. A PSA não confirma o destino dos modelos Peugeot Boxe r e Citroën Jumper, derivados do  Ducato e produzidos na mesma linha.

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Sérgio Ferreira, diretor comercial da Fiat-Chrysler Automóveis Brasil , confirmou ao site Automotive Business o fim da produção do Fiat Ducato . Segundo o executivo, esse não é o fim da van no País, apenas de sua fabricação por questão de estratégia industrial. Tanto as concessionárias quanto a FCA tem estoque o suficiente para os próximos meses, enquanto decidem a nova origem do modelo. O fim da linha de produção levou à demissão de 300 funcionários da Iveco.

O Ducato vendido no Brasil faz parte da segunda geração do modelo, criado em parceria com o grupo PSA Peugeot-Citroën (atualmente Grupo PSA ), que vendem o modelo como Peugeot Boxer e Citroën Jumper . Foi lançada na Europa em 1993, chegando por aqui apenas em 1998, começando a ser produzida na fábrica em Sete Lagoas (MG) em 2000. Desde então, teve apenas uma reestilização em 2004.

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Na Europa, o Fiat Ducato e seus homônimos avançaram para a geração seguinte em 2006 e, para a fabricante, já estão na quarta geração, lançada em 2014, embora esteja mais para uma reestilização – a plataforma é a mesma, assim como boa parte da motorização, mudando apenas o design e a inclusão de novos motores.

Vendas em queda

O segmento de vans e furgões não é de grande volume, mas ainda assim não fugiu da crise do setor automotivo. Segundo os dados da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), a categoria caiu 9,52% de 2015 para 2016 no período de janeiro a novembro. Ou seja, recuou 29,5%, de 27.661 unidades para 19.484.

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Para o Fiat Ducato , foi um pouco pior. Emplacou, de janeiro até novembro, 2.715 unidades, uma queda de 58,4% em comparação com 2015. Se mantiver o ritmo de vendas dos últimos meses, irá fechar o ano na casa das 2,9 mil unidades, 60% menos do que no ano passado. Será metade do que o Renault Master, líder do segmento, emplacou no ano, atualmente com 5.832 unidades desde janeiro e que deve chegar ao fim de 2016 acima das 6 mil unidades.

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