Confira os pontos principais que aprendemos sobre o novo utilitário esportivo, feito no Brasil, sobre a mesma base do Duster

Renault Captur
divulgação/Renault
Renault Captur

Depois de muita espera, finalmente o Renault Captur chega às concessionárias em todo o país. O novo SUV compacto da marca francesa foi apresentado no último dia 14 para a imprensa especializada, como o concorrente do Honda HR-V e Jeep Renegade. Antes que você pense em comprar um, já vamos adiantar cinco coisas que aprendemos sobre o carro no lançamento e no test-drive.

LEIA MAIS: Renault Captur começa a chegar às lojas a partir de R$ 78.900. Veja detalhes

1-      Preço “honesto”

Claro, todos os carros no Brasil estão caros, não podemos negar. Mas, se compararmos o preço do Renault Captur com a concorrência, o valor do modelo de entrada é bem honesto. Por R$ 78.900, é um dos SUVs compactos do segmento com menor preço. O Jeep Renegade, por exemplo, custa R$ 72.990 na versão 1.8, bem simples. O Honda HR-V LX é vendido por R$ 79.900 (e boa sorte para achar essa configuração nas lojas). A versão Intense 2.0, a mais completa, custa R$ 88.990, apenas R$ 3 mil a mais do que o HR-V LX com câmbio CVT. O Duster segue na linha, como um SUV de entrada da marca.

LEIA MAIS: Renault mostra a nova picape Alaskan, que chega ao Brasil em 2018

2-      Bem equipado

Um dos melhores argumentos da Renault para convencer o cliente a comprar um Captur é o seu pacote de equipamentos. A versão de entrada vem com controle eletrônico de estabilidade e tração, assistente de partida em rampas, quatro airbags (frontais e laterais), ar-condicionado, luzes diurnas em LED, piloto automático, volante multifuncional e chave presencial. Não é perfeito, já que a central multimídia MEDIA Nav é um opcional de R$ 1.990 e o volante não tem ajuste de profundidade.

3-      Design bem resolvido

Não dá para negar que o Captur é o Renault mais bonito à venda no Brasil (ou, pelo menos, até a chegada do Koleos). O design veio, em grande parte, da Europa, criado pela equipe de Laurens van den Acker. Mudou pouco na versão para países emergentes, com novo formato para as luzes diurnas em LED e para o para-choque. No interior, as linhas gerais são as mesmas, exceto pelo porta-luvas. Na rua, o Captur tem bem mais presença do que o Duster e chama atenção.

LEIA MAIS: Renault Logan renasce com novo motor 1.6 SCe. Confira a avaliação

4-      Grande e espaçoso

Outra diferença entre o Captur nacional e o europeu é o tamanho. Lá fora, o carro é fabricado sobre a plataforma do Clio IV, bem menor do que o nosso, que usa a base do Duster. Por usar essa arquitetura, o Captur tem bom espaço interno e um porta-malas muito grande, de 400 litros. Há espaço para cinco pessoas viajarem com muito conforto e com todas as malas devidamente guardadas na traseira do veículo.

5-      Por dentro, é quase um Duster

O problema do Renault Captur é que, na essência, ele ainda é um Duster. Os motores 1.6 SCe e 2.0 F4R são os mesmos, assim como os sistemas de transmissão. Com isso, a diferença entre dirigir qualquer um dos dois é pequena. O Captur ganhou um novo ajuste de suspensão e isolamento acústico reforçado, o que o deixa um pouco mais agradável ao guiar, por balançar um pouco menos e o som não invadir tanto a cabine. Outras coisas incomodam, como o acabamento de plástico por todo o painel e portas, algo estranho para um carro de mais de R$ 70 mil e que tem rivais com materiais melhores.

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.