Empresa Zazcar capta mais clientes em São Paulo com aplicativo de celular e tecnologia própria. Veja se você acha boa a ideia de compartilhar um carro

Um dos 65 carros da frota de compartilhamento da Zazcar, em São Paulo. Outros 37 estão a caminho até o fim do ano
Divulgação
Um dos 65 carros da frota de compartilhamento da Zazcar, em São Paulo. Outros 37 estão a caminho até o fim do ano

Ter um um carro, especialmente no Brasil, implica em uma série de gastos que pesam bastante no bolso. E uma das alternativas para driblar isso é o compartilhamento, bem difundido na Europa e Estados Unidos, mas que ainda está se estabelecendo no Brasil.  Os primeiros passos foram dados pela Zazcar, em 2009, sem muito sucesso.  Apenas no ano passado é que a empresa encontrou o caminho das pedras, captando muito mais clientes ao começar a contar com tecnologia própria e um aplicativo no celular como o principal instrumento para locação dos carros, por enquanto disponíveis apenas em São Paulo. Porém, há planos de expandir as operações para Rio de Janeiro e Curitiba, a partir do ano que vem.

LEIA MAIS: Chevrolet lança programa de compartilhamento de carros. Saiba mais detalhes

De fato, é bem fácil conseguir um dos 65 modelos (todos Ford Ka 1.0) nos 54 pontos distribuídos pela capital paulista. Basta baixar o aplicativo e se cadastrar (inclusive com os dados do seu cartão de crédito), tirar uma foto da CNH e começar a usar o sistema, que mostra onde estão os carros mais próximos de você. Uma vez encontrado o carro , basta abrí-lo com ajuda do aplicativo, por meio de conexão Bluetooth, e pronto. A chave fica no porta-luvas, encaixada em um dispositivo que confirma que o carro está disponível. 

Aplicativo de celular da Zazcar
Divulgação
Aplicativo de celular da Zazcar

A partir do momento que o carro é aberto já começa a contagem do tempo que o usuário ficará com o carro. São R$ 8 a hora e mais R$ 0,50 por quilômetro rodado, ou R$ 72 pelo pacote de 12 horas; R$ 132 pelo de 24h ou R$ 220 pelo de R$ 48 horas, já com cartão de combustível incluso (com o suficiente para encher o tanque) e seguro (que cobre casos de colisão de até R$ 3.000). Portanto, trata-se de um modelo de locação mais simples e prático, que o tradicional.


LEIA MAIS:  Carro autônomo da Ford, aque dispensa motorista, chega em 2021

Por enquanto, a Zazcar tem apenas o Ford Ka 1.0 na sua frota, mas 37 novas unidades estão para ser adquiridas e entre elas estarão SUV, sedã compacto e sedã executivo, o que mostra que a empresa vai entrar em outros segmentos além dos hatches compactos, que além de serem mais em conta também têm um caráter mais urbano. Essa diversificação está ligada ao fato das pessoas estarem começando a rever a ideia de terem um carro como uma de suas propriedades, já que o compartilhamento tem se mostrado uma opção economicamente mais vantajosa.

Novo jeito de olhar o carro

A Mercedes-Benz conta com o sistema Car2Go na Europa desde  2008 e já tem 1,2 milhão de clientes
Divulgação
A Mercedes-Benz conta com o sistema Car2Go na Europa desde 2008 e já tem 1,2 milhão de clientes

As próprias fabricantes já se posicionaram no mercado de compartilhamento, já tendo em vista a mudança dos seus modelos de negócio, que estará mais ligado à venda de mobilidade do que do carro propriamente dito no futuro “ Trata-se de um caminho inequívoco esse do compartilhamento de carros, que foi difundido com ajuda de aplicativos como o da Uber”, explica do CEO da Zazcar, Felipe Barroso. “As pessoas passaram a reequacionar a maneira de ver o carro e isso tende a se expandir à medida em que o acesso aos sistemas mobile for aumentando”, completou o executivo, que ainda prevê uma ruptura no modo de usar o carro hoje em dia, a partir de 2021, pelo menos na Europa, onde os carros autônomos irão começar a fazer parte dos cenários urbanos com mais importância. 

LEIA MAIS: Volvo terá carros que dispensam chave a partir de 2017. Veja detalhes

Entre os exemplos de programas de mobilidade das fabricantes temos o Maven, da GM, que começou a ser utilizado apenas dentro da própria empresa, mas que passou a funcionar também em alguns condomínios de São Paulo. Na GM, são 800 empregados cadastrados e 220 usuários ativos compartilhando uma frota de 10 carros, todos equipados com   OnStar . Se o interesse for por usar um Cruze , paga-se R$ 35 a hora, por até 6 horas. Depois desse período entra uma diária de R$ 210. Nesse preço já está incluído seguro e combustível.  Tudo é controlado por meio de um aplicativo de celular. 

Na Europa, há vários outros programas de compartilhamento de carro, como o “Drive Me”, da Volvo e o Car2Go, da Daimler, a primeira a apostar nessa ideia, em 2008. Hoje  a iniciativa está presente em dezenas de cidades de Europa, Estados Unidos, Canadá e China, e conta com 1,2 milhão de clientes. O Grupo PSA tem uma parceria com o Grupo Bollore para diversificar os serviços de mobilidade, com modelos elétricos. E outras iniciativas estão para aparecer por aí.

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.