Mais espaçoso e equipado, décima geração do Honda Accord é apresentada. Veja detalhes e fotos do novo sedã médio-grande da marca japonesa

Honda Accord da décima geração passa a ter o mesmo estilo adotado no Civic, com aspecto mais sofisticado
Divulgação/Honda
Honda Accord da décima geração passa a ter o mesmo estilo adotado no Civic, com aspecto mais sofisticado

Esquecido no Brasil, o Honda Accord acaba de ganhar sua nova geração no resto do mundo, a décima versão do sedã médio-grande e que é sucesso de vendas nos EUA. O carro passa a contar com o mesmo design que o Civic e nova motorização, com as opções de 1.5 e 2.0 turbo. Ao contrário de outros carros da marca, aposta no câmbio automático de dez marchas da minivan Odyssey norte-americana, embora o CVT esteja disponível para a versão 1.5.

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Como é tendência nos sedãs, o novo Accord aposta em um entre-eixos maior, de 2,83 metros, 5,5 cm a mais do que a geração passada. Para que não crescesse demais, reduziram o comprimento da carroceria em 1 cm, para 4,85 m. Utiliza a mesma plataforma que o Civic e é composto por 54,2% de aços de alta resistência e 29% de aços de ultra-resistência. Seu porta-malas é de 473 litros.

Embora a inspiração no design do Civic seja clara, não tenta apenas repetir o visual do sedã médio. A frente conta com uma grade muito maior, que vai até perto da base do para-choque. O "V" cromado recebeu outro desenho, praticamente reto e que vai de farol a farol. Falando neles, receberam nove lâmpadas de LED. As luzes de neblina e as lanternas também usam a tecnologia de LED.

A traseira é mais curta, lembrando um cupê, ajudando no estilo. As lanternas tem um desenho bem parecido com o do Civic, com o formato de "V" deitado, embora sejam mais longas e finas, invadindo a tampa do porta-malas. Traz um ar de esportividade com as ponteiras duplas de escapamento retangulares, embora deixe de lado recursos mais baratos, como as falsas entradas de ar do para-choque traseiro do Civic.

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O lado de dentro também passou por grandes mudanças, começando pela adoção de uma central multimídia flutuante (daquelas que parece um tablet grudado no painel) com tela de 8 polegadas, inédito da fabricante. Conta também com um painel de instrumentos composto por uma tela TFT de 7 polegadas e heads-up display de 6 polegadas, projetando as informações no para-brisa.

Outra grande mudança é a ausência da alavanca de câmbio, usando botões localizados no console central para selecionar a marcha – da mesma forma que a Fiat faz com as versões automatizadas de Mobi e Uno. Recebeu outras tecnologias, como carregamento de celular por indução, conexão WiFi por tecnologia 4G, rastreamento do carro (em caso de roubo), reconhecimento de placas de trânsito, e diagnóstico via celular

Agora é turbo

Com a nova geração,  o Accord deixa de ser equipado com motor V6. Agora, a linha vem apenas com quatro cilindros e turbo
Divulgação/Honda
Com a nova geração, o Accord deixa de ser equipado com motor V6. Agora, a linha vem apenas com quatro cilindros e turbo

A má notícia para os puristas é o fim da oferta do motor 3.5 V6 de 280 cv. Agora será oferecido somente com motores turbo. O mais simples é o 1.5, de 195 cv  e 26,4 kgfm, a partir de 1.500 rpm, uma variação do propulsor usado no Civic e que pode ser combinado ao câmbio manual de seis marchas, ou o automático do tipo CVT. Irá substituir o atual 2.4,  aspirado, de 185 cv.

No topo de linha estará o 2.0 turbo, capaz de gerar 256 cv e 37,7 kgfm entre 1.500 e 4.000 rpm. Para essa motorização, a Honda deixou do lado o CVT e trouxe a caixa automática de dez marchas, da minivan Odyssey, fazendo com que o Accord seja o primeiro carro de tração dianteira a contar com uma caixa com essa quantidade de marchas. É esse motor que aposenta o V6. Há também uma versão híbrida, que utiliza um motor 2.0 de ciclo Atkinson. Não divulgaram dados de desempenho dessa versão.

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No momento, a vinda da nova geração do Honda Accord não é confirmada pela fabricante. Atualmente, o sedã médio-grande vende muito pouco, com 42 unidades emplacadas desde o começo do ano – em janeiro e março, não emplacou nenhum veículo. Se a marca decidir trazê-lo, deve repetir a estratégia, importando algumas unidades do modelo topo de linha que, neste caso, seria equipado com o motor 2.0, turbo.

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