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Com a chegada de Mobi, Argo e os demais hatches mais modernos de outras marcas, o tradicional compacto perdeu apelo no mercado

Fiat Uno deverá voltar a ter uma versão mais em conta, com o antiquado motor Fire 1.0, para atrair pelo preço
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Fiat Uno deverá voltar a ter uma versão mais em conta, com o antiquado motor Fire 1.0, para atrair pelo preço

O Fiat Uno, compacto que por muito tempo foi um dos carros mais vendidos do Brasil, acabou perdendo espaço no mercado após a chegada de modelos mais novos, alguns deles, inclusive, da própria marca italiana, como o subcompacto Mobi. Na outra ponta, veio o hatch compacto Argo, que veio para substituir o Palio e rivalizar, na nova era dos hatches nacionais, com o sucesso de vendas VW Polo. Resultado de tudo isso é uma queda abrupta nas vendas do Uno, que para sobreviver aparecerá renovado, na linha 2019, prevista para ser apresentada já no mês que vem.

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Quando ganhou direção elétrica, controle de estabilidade e a nova família de motores Firefly (1.0 e 1.3), o Fiat Uno encareceu. Hoje, a versão mais em conta parte de R$ 43.990. Para reanimar suas vendas, a fabricante italiana deverá devolver ao compacto não só a condição de carro mais em conta, mas também de atual.

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Para isso, o Uno deverá perder as versões Way e Sporting, que usam um motor 1.3 e batem de frente com o Argo. O mais provável é que a linha 2019 tenha a atual versão Drive, com o motor 1.0, Firefly, de 77 cv, e uma opção mais em conta, que ressuscitará o antigo 1.0 Fire ,de 75 cv. Na prática, seria a volta do Uno Vivace com atualização de estilo na tentativa de atrair o interesse dos consumidores.

Mobi manterá versão com motor Fire

O Mobi chegou com o motor Fire, do Fiat Uno, mas logo se viu com pouco destaque no mercado e adotou o 3 cilindros
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O Mobi chegou com o motor Fire, do Fiat Uno, mas logo se viu com pouco destaque no mercado e adotou o 3 cilindros

O Mobi também terá novidades no mês que vem, com a reformulação das suas versões. Desde o lançamento do subcompacto, sua única grande mudança foi a chegada da versão Drive, de três cilindros. Vem com direção elétrica e o 1.0 Firefly, de 77 cv e 10,9 kgfm. Quanto a este, trouxe um notável ganho de rendimento. Entretanto, ele deverá seguir em oferta somente na versão de topo.

 E o FireFly turbinado?

Fiat planeja otimizar a eficiência de seu motor Firefly, de 3 cilindros
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Fiat planeja otimizar a eficiência de seu motor Firefly, de 3 cilindros

Segundo o site alemão Motor Talk, o grupo FCA se prepara para começar a utilizar os motores 1.0 e 1.3, ambos com turbo. Enquanto o primeiro produz 120 cv e 19,3 kgfm, o 1.3 conta com 180 cv e 27,5 kgfm. Testes estão em andamento em Betim (MG) e, como é previsto, o Argo e o Cronos receberão o 1.3, com a potência limitada em até 160 cv, por causa da resistência do motor e do câmbio automático.

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Diferentemente do 1.3 eTorq - de quatro cilindros e injeção multiponto - vendido no Cronos, além do motor turbo ser um três cilindros, também conta com controle de válvulas variável e coletor de escape integrado ao cabeçote, quatro válvulas por cilindro (versus apenas duas do atual) e sistema de injeção direta. Além disso, tanto o bloco quanto o cabeçote do novo motor são feitos de alumínio, e todo o conjunto pesa 91 kg na versão 1.0 de três cilindros e 110 kg no 1.3 de quatro cilindros.

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Inicialmente o plano consistia em criar somente o 1.3 Firefly turbo, entretanto, a versão 1.0 turbo ganhou força após os engenheiros perceberem que as vantagens termodinâmicas são tão tão vantajosas que, de fato, compensa prosseguir com o seu desenvolvimento. É com isso que a fabricante pretende usar os motores por muito tempo, entre 2020 e para além de 2025, até em carros como o Jeep Compass. Em paralelo a isso, fica a dúvida: será que veremos um Fiat Uno ou um Mobi usando um motor 1.0 turbo? Ou seria muita ousadia?

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