Mercedes-Benz SLK 2012 350 3.5 24V gasolina 2p automático seq. |
|---|
| Dados técnicos |
| Preço |
| R$ 292.900 |
| Capacidade |
| 2 passageiros |
| Velocidade máxima |
| 250 km/h |
| 0 a 100 km/h |
| 5,6 s |
| Consumo urbano |
| 10,1 km/l |
| Potência |
| 306 cv |
| Torque |
| 37,7 kgfm |
| Porta-malas |
| 225 litros |
| Veja ficha técnica completa |
Não me conformei quando dirigi o novo SLK 200 e me deparei com um carro de visual altamente esportivo e estonteante mas com uma quantidade parca de potência. Ele tem apenas 184 cv, extraídos do “motorzinho” 1.8 turbo. Não chega a ser vergonhoso, mas se tratando de um roadster com pinta de SLS AMG fica um pouco sem graça, a ponto do abrir e fechar da capota elétrica se tornar, às vezes, mais divertido que o desempenho.
Mas os alemães não são bobos. Uma das virtudes da indústria automotiva germânica é o variado leque de opções que as fabricantes oferecem para seus produtos, especialmente quando falamos de motores. O próprio SLK, por exemplo, conta com uma série de “sabores” e o que eu havia provado está longe de ser o mais apetitoso como viria a constatar – existe até uma versão com propulsor a diesel, certamente de difícil digestão.
Dando continuidade ao lançamento da terceira geração do SLK no Brasil, a Mercedes-Benz ampliou seu menu com a versão 350. E com a marca da estrela é assim: quanto maior o número que acompanha as letras que designam o carro, mais potente o danado é, exceto no caso das máquinas AMG, a divisão esportiva da montadora, que não aprecia muito do termo “limites”.
Logo, é obvio que o SLK 350 é melhor que o 200. Só me espantou o quanto. Em menos de 100 metros percorridos já percebo que essa série não veio ao mundo para andar devagar. É nessa versão que a brincadeira começa de fato, fazendo jus ao nome do carro, que traduzido do alemão para o português significa “Esporte, leve e compacto”.
Prato cheio
Ao ler a ficha técnica do SLK 350 fiquei com água na boca. Seu motor continua sendo o 3.5 V6 da geração anterior, mas agora equipado com sistema de injeção direta de gasolina (CGI), o que faz o carro ficar mais potente sem necessariamente gastar mais gasolina (obrigado, Mercedes, pois sou apenas um repórter). Ele gera 302 cv e 37,7 kgfm de torque máximo que fazem toda diferença – e pensar que o SLK 200 tem meros 184 cv, pobrezinho.
Já o câmbio automático não é um supra-sumo em tecnologia, mas trabalha de acordo com o forte propulsor aspirado. A caixa possui 7 marchas e comando sequencial por borboletas no volante ou na alavanca. O primeiro modo é bem mais interessante. Destaque ainda para a tração traseira, que “empurra” o modelo com certa violência.
Agora imagine esses 302 cavalos puxando uma “carruagem” de apenas 1.540 kg? Quando você pisa fundo no acelerador o SLK dá um bote e em poucos segundos ultrapassa os três dígitos do velocímetro. Se você fizer isso com o controle de tração desligado os pneus até fritam no asfalto (fiz só um pouco, viu assessor da Mercedes).
Os números de desempenho oficiais do SLK 350 são o seguintes: 0 a 100 km/h em 5,6 segundos e velocidade máxima limitada eletronicamente em 250 km/h, o que é bonito no papel já que no Brasil não há Autobahns, as estradas alemãs sem limites (os alemães não gostam desta palavra, lembra?) de velocidade.
Por ser "colado" no chão e possuir uma suspensão bem dura, o SLK 350 faz curvas em velocidade como poucos. Se precisar frear de forma abrupta não se preocupe, ele possui discos nas quatro rodas com sistema ABS, além dos controles eletrônicos de tração e estabilidade, que podem literalmente salvar sua vida.
Sobremesa
O pacote de itens do SLK 350 é praticamente o mesmo do 200, exceto por pequenos detalhes visuais, como as rodas aro 17” com desenho mais ousado e os canos de escapamento com design mais radical, afinal de contas ele merece. A lista de equipamentos do roadster contém ar-condicionado dual-zone (para o motorista e a namorada), bancos com aquecimento (item dispensável no Brasil), sistema de som de ponta com entradas USB e para iPod e navegador GPS com controles razoáveis e orientações em português lusitano (ora, pois).
E por andar mais, o SLK 350 também é (bem) mais caro. Custa R$ 252.900, contra R$ 202.900 do SLK 200. É o preço da velocidade e a emoção a flor da pele, algo que o roadster com motor V6 traz de sobra.
Concluindo, arrisco dizer que o único defeito do SLK 350 é o fato dele não ser meu e creio que minha opinião só vai mudar quando eu dirigir o SLK 55 AMG, que também já chegou ao Brasil. Acho que vou fazer um telefonema...
O novo visual deu ao SLK um toque de luxo que sempre faltou ao carro. Na versão 350, diferente do 200, a diversão é mais do que garantida, seja de capota aberta ou fechada.
O SLK, naturalmente, já é um carro bastante estável e firme nas curvas. Com 302 cv a brincadeira fica ainda mais interessante, afinal seu 0 a 100 km/h é feito em apenas 5,6 segundos.
Por ser muito pequeno, o interior do carro é bastante prático. O motorista ainda tem ajuda de botões no volante e o sistema de entretenimento com controle intuitivo.
Equipamentos para o conforto não faltam no SLK. Seu único defeito talvez seja sua suspensão dura demais, mas isso ajuda no comportamente esportivo do roadster.
No SLK cabem apenas o motorista e o passageiro. Este não tem do que reclamar: tem banco elétrico com aquecimento, ar-condicionado indivividual. Ele só não pode dirigir.
O SLK 350 é prático para chamar atenção e acelerar fundo. Fora isso, não serve muito bem para o dia por ser muito duro e ter pouquíssimo espaço, especialmente para bagagem.
Trata-se de um carro ótimo para pegar estrada, mas usá-lo todos os dias na cidade pode acabar por danificá-lo além de não ser muito confortável. É um carro para finais de semana.
De capota aberta ou fechada, o SLK transmite sensações diferentes de acordo com o quanto se pisa no acelerador. Quando mais rápido, mais divertido.
A terceira geração do SLK bebeu na mesma fonte estética do SLS AMG, que tem inspiração na avião clássica. O interior também evoluiu bastante, ganhando mais recursos e refinamento.
Agora com injeção direta de gasolina (GCI) o SLK é mais potente e gasta menos. Há ainda GPS e mais recursos de segurança. Falta apenas um câmbio de dupla embreagem.
Carros conversíveis já gozam de um certo status elevado. O novo SLK vai além disso na versão 350, que tem comportamente altamente esportivo e visual estonteante.
| Pos. | Modelo | Vendas |
|---|---|---|
| 1º | Volkswagen Gol | 19.684 |
| 2º | Fiat Uno | 16.241 |
| 3º | Fiat Palio | 10.999 |
| 4º | Volkswagen Fox | 9.307 |
| 5º | Ford Fiesta | 8.631 |
| 6º | Fiat Strada | 8.590 |
| 7º | Chevrolet Celta | 7.583 |
| 8º | Renault Sandero | 6.828 |
| 9º | Chevrolet Corsa Sedan | 6.531 |
| 10º | Volkswagen Voyage | 5.864 |