O scooter Yamaha Neo sempre foi bom, mas na década passada foi discriminado pela baixa potência e por causa das rodas grandes

Yamanha Neo agora é moderno, belo e competente
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Yamanha Neo agora é moderno, belo e competente

Assim como com os automóveis, gosto das motocicletas grandes. Não apenas pelo maior desempenho, mas também pelo conforto que as motos maiores oferecem em termos de posição de pilotagem. A revitalização dos scooteres, no entanto, mais do que um modismo que se iniciou há mais de uma década, provocou uma revisão nos conceitos sobre a locomoção individual em duas rodas e esses pequenos veículos se tornaram quase que obrigatórios na vida de quem decidiu viver a praticidade.

 Comprei um scooter Yamaha Neo em 2006, justamente para acompanhar essa nova tendência, e o utilizo até hoje quando quero circular por São Paulo sem grades preocupações. Essas preocupações significam facilidade de estacionar, agilidade em meio aos veículos maiores, praticidade em tarefas corriqueiras (meu Neo tem um pequeno baú) e mais tranquilidade em relação aos amigos do alheio. É claro que ele não substitui as motocicletas no quesito “pilotar por prazer”.

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 A chegada do novo scooter Yamaha Neo, então, certamente me agradou. O espírito do veículo se manteve, porém alguns pontos em que o Neo se mostrava inferior à concorrência foram resolvidos. Um deles é a potência do motor, que agora é de 125 cm3 (o anterior tinha 115 cm3). Aclives mais acentuados, comuns na capital paulista, não são mais uma ameaça à suaautonomia, ou seja, sua liberdade de escolha de caminhos. Os quase 10 cv de potência e 1 kgfm de torque deram outra vida ao scooter. A alimentação por injeção eletrônica também deixou o motorzinho mais suave e com respostas mais rápidas. Com um conjunto mecânico totalmente novo, o câmbio contínuo CVT, que já era bom, ficou mais robusto.

 O que o Yamaha Neo tinha de melhor eram os freios. Mas também melhoraram: agora eles contam com um sistema combinado, o UBS – Unified Brake System –, que aciona ligeiramente o disco dianteiro quando utilizamos o manete esquerdo, que originalmente acionava apenas o tambor traseiro.

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 Como com um scooter a possibilidade de uso apenas do freio traseiro é maior, para frenagens suaves, esse procedimento aumenta a segurança e o conforto nos trajetos urbanos. Obviamente, em uma frenagem mais forte, o uso do manete direito é fundamental.

Um scooter diferente dos outros

A maior vantagem do Neo, em relação à maioria de seus concorrentes, sempre foram as rodas de 14 polegadas, que lhe conferem maior estabilidade, além, é claro, de mais beleza. E nesse ponto o novo Neo evoluiu, ganhando uma nova roupagem. O visual mais moderno pode sernotado facilmente na foto. A estrutura do Neo também é totalmente diferente da anterior. O quadro tubular que se esconde na carenagem permite agora o assoalho plano, para maior facilidade de pilotagem, porém isso levou a bateria para a parte dianteira, que fica ligeiramente mais pesada. Ela fica dentro daquele avantajado e estiloso nariz, que abriga também o sistema de faróis de leds.

O scooter Yamaha Neo agora tem alguns acessórios originais, entre eles um baú, assim não será mais necessário adaptar um suporte, como fiz no meu. Embaixo do banco ainda é possível guardar um pequeno capacete, com um espaço suficiente para alguns objetos (14 litros) quando esse capacete estiver em sua cabeça. Quem utilizar capacetes fechados ou maiores pode prendê-los nos dois ganchos debaixo do banco, que ficam travados quando o banco está fechado.

 O novo Yamaha Neo custa R$ 7.990, com os acessórios custando R$ 165 (baú), R$ 131 (bagageiro para fixar o baú) e R$ 240 (capacete aberto que cabe no porta capacete – igual ao da foto). Na hora da compra, deve ser acrescido o valor do frete, que para São Paulo é de R$ 434. As cores disponíveis são o vermelho e o cinza fosco.

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 P.S.1: O Yamaha Neo não é um Cub (category upper basic), como alguns o definem. Os Cubs têm câmbio convencional junto ao motor e transmissão secundária por corrente. Os scooteres, independentemente do tamanho de suas rodas, têm a transmissão secundária ligada diretamente à roda traseira.

 P.S.2: Conforme as normas da língua portuguesa, o plural de palavras terminadas em “r” deve ter o acréscimo de “e", assim o plural de scooter é scooteres, diferentemente de como alguns escrevem. Como em ”hamburger”, palavra que ninguém teve coragem de aportuguesar. Não ia ficar bem escrever “escuter”.

 P.S.3: Vocês podem notar que eu considero o scooter masculino. “O” scooter. Aí já é uma questão de gosto e critério pessoal. Chamo scooter de “o” e motocicleta de “a”.

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