A BMW S 1000 RR cativa até o mais pacato dos motociclistas. Confira a avaliação completa do modelo esportivo com motor de 199 cv

A BMW S 1000 RR é a mais desejada entre todas as superesportivas
Guilherme Marazzi
A BMW S 1000 RR é a mais desejada entre todas as superesportivas

Todos os adjetivos utilizados para definir a BMW S 1000 XR, mostrada aqui há alguns meses, podem ser replicados para a superesportiva BMW S 1000 RR, da qual deriva aquela crossover. Só que com alguns bônus, entre os quais os 40 cv a mais de potência no praticamente mesmo motor quadricilíndrico em linha. A grande estrela da marca alemã entre as motocicletas chegou em 2009 em uma edição limitada a 1.000 unidades, número mínimo de produção destinada ao público “civil” para que o modelo pudesse ser homologado na categoria superbike de competição (Campeonato Mundial de Superbike).

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Em um mercado mundial dominado pelas superbikes japonesas – Yamaha R1, Honda CBR 1000RR, Suzuki GSX-R 1000 e Kawasaki ZX-10R (com destaque também para as italianas Ducati Panigale R, MV Agusta 1000 F4 e Aprilia RSV4 RF) –, a alemã se impõe tanto na pista quanto nas ruas, demonstrando que esse tipo de motocicleta chegou a um nível de tecnologia e desempenho inimaginável há algum tempo atrás.

Pilotar a BMW S 1000 RR não é para qualquer um. Se na pista é extremamente eficiente, afinal, ela foi projetada para justamente para essa finalidade, nas ruas chega a ser temerária. Em poucas palavras: não há lugar para utilizar todo o seu potencial sem grande riscos.

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Se você é um piloto de motocicleta veterano, vai entender a diferença entre pilotar uma esportiva de algumas décadas e as atuais. Naquela época, uma boa esportiva mal chegava aos 100 cv, não tinha a tecnologia de quadro, suspensões e freios que existe hoje e nem se imaginava qualquer intervenção eletrônica na pilotagem.

Dizíamos que o limite da pilotagem estava na motocicleta, uma vez que essa barreira surgia antes do limite do piloto. Com as motocicletas atuais, a exemplo da BMW S 1000 RR, pouquíssimos são os pilotos que têm o privilégio de experimentar o seu limite – em pleno controle de suas ações, logicamente. Essa é a razão de ocorrerem tantas fatalidades com essas motocicletas, geralmente sendo pilotadas muito perto de seu limite e, certamente, além do limite da razão.

Domando toda cavalaria

Toda essa aura que envolve a BMW S 1000 RR só aumenta o seu fascínio. Não são apenas os 199 cv de seu motor, ou os quase incontáveis modos eletrônicos de pilotagem, cada um auxiliando o piloto em uma condição em especial. Nem a posição de pilotagem excepcionalmente “na mão”, ótima ergonomia mesmo para uma esportiva radical. Nem mesmo o ronco dos quatro cilindros, mesmo abafados pelo catalisador, com o incrível sistema de trambulador Quick Shifter Pro, que permite troca de marchas sem uso da embreagem e sem ter que aliviar o acelerador. A RR tem alguns sistemas que realmente fazem a diferença na pilotagem radical.

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O ABS Pro é um deles: caso seja necessário frear em uma curva já iniciada, o que normalmente faz com que a motocicleta tenda a voltar à vertical e, com isso, abrir a trajetória (quase um tombo certo), esse sistema atua de forma a não permitir que a moto levante, reduzindo a velocidade e mantendo a trajetória.

Está bem, não é uma motocicleta de corrida, mas foi pensada para isso. Tanto é que o acionador do câmbio, no pé esquerdo, pode ter a posição das marchas invertidas, como se usa em competições.

Não é uma motocicleta para se sonhar em ter, mesmo não tendo assim tanta vontade em vencer uma prova do Superbike? Não é à toa que a BMW S 1000 RR é a superesportiva mais vendida no Brasil, superando os números de todas as suas concorrentes somadas. O preço é alto, mas nem mesmo é a mais cara delas: custa R$ 77.390.

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