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O scooter Honda PCX 150 tem agora uma nova versão esportiva, o PCX Sport. Confira a avaliação detalhada do modelo da marca japonesa

A Honda PCX na versão DLX e sua feliz combinação de dois tons de marrom
Gabriel Marazzi
A Honda PCX na versão DLX e sua feliz combinação de dois tons de marrom

Depois de um ano e meio mostrando motocicletas nesta coluna, entre novidades e modelos consagrados, me dei conta que ainda não havia analisado um dos veículos mais práticos que circulam pelas grandes cidades brasileiras, o scooter Honda PCX 150. O mercado de scooteres tem crescido acima da média das motocicletas, justamente por oferecerem facilidade de pilotagem e praticidade, principalmente no uso urbano. A fácil pilotagem vem da simplicidade de manuseio do veículo, que tem transmissão CVT automática sem a necessidade de engatar marchas ou acionar a embreagem. E a praticidade, além da confortável posição do piloto, com altura do banco de apenas 761 mm, pode ser creditada ao espaço sob o banco, que pode ser usado para guardar um capacete ou quaisquer outros objetos, como as compras do supermercado. Não a compra do mês, bem entendido!

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Rodar de Honda PCX por cidades grandes, como, por exemplo, São Paulo, faz um bem danado pra saúde. Claro que eu não descarto um resfriado ou outro por pilotar no frio ou na chuva, nem uns arranhõeszinhos caso venha a testar fisicamente o atrito com o asfalto, mas só por não ter que se preocupar – muito – com o trânsito, viajando de automóvel, é um grande bem-estar psicológico. E nisso os scooteres fazem melhor do que as motocicletas, justamente por serem mais simples e mais práticos.

O motor do Honda PCX, um monocilíndrico de 149,3 cm3 e 13,1 cv, é suave e competente, permitindo que se tenha uma boa vantagem em relação aos veículos maiores na disputa por espaço nas ruas. Na saída dos semáforos, principalmente se houver uma faixa de espera exclusiva para motocicletas, o PCX sai na frente tranquilamente e com segurança.

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O scooter é líder em seu segmento, vendendo mais de 30.000 unidades no ano passado e batendo recordes de crescimento, chegando a crescer quase 70% em relação ao ano anterior. Apesar de não ter o sistema antitravamento de freios ABS, como o seu principal concorrente, o scooter Yamaha NMax, o PCX conta com sistema CBS de frenagem (Combined Brake System), que consiste no acionamento do freio dianteiro sempre que apenas o freio traseiro é acionado pelo piloto.

Outro grande atrativo do Honda PCX 150 é o sistema Idling Stop, que consiste no desligamento automático do motor em paradas como em semáforos, por exemplo. Ao acionar o acelerador, o motor volta a funcionar imediatamente.

Preço de liderança

Como comodidade para o usuário do PCX, o scooter tem computador de bordo, com relógio e indicadores de consumo de combustível, e ponto de energia 12 volts no interior do compartimento frontal, do tipo porta-luvas. Assim, o piloto pode manter seu telefone celular carregando enquanto pilota. O farol é de leds e o PCX tem ainda garantia de três anos e sete trocas de óleo grátis.

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O scooter Honda PCX 150 custa R$ 10.500 na versão STD, que oferece as cores prata fosco e azul escuro perolizado, esta última representando uma novidade para a linha 2018 do modelo. Apesar de disponível na versão mais acessível do scooter, a cor azul deixou o PCX realmente muito elegante, mais até que nas cores disponíveis para as versões mais caras, a DLX e a Sport, que custam R$ 11.000. Para a DLX, foi mantida a cor experimental marrom perolizado com banco e acabamentos em marrom claro, uma combinação muito feliz e que caiu no gosto popular. A outra cor para o PCX é o cinza fosco, que no Salão Duas Rodas foi apresentada na nova versão Sport do scooter. O PCX Sport se destaca pelos detalhes vermelhos, mantendo uma aparência bastante esportiva.