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A Pop, modelo mais barato da Honda, é a solução de transporte em muitas regiões do país. Preços partem de R$ 5.598

Honda Pop 110i: pequena cub tem uma estranha simplicidade, mas é bem popular em várias partes do Brasil
Guilherme Marazzi
Honda Pop 110i: pequena cub tem uma estranha simplicidade, mas é bem popular em várias partes do Brasil

Quando foi apresentada a primeira versão da Honda Pop 110i, em 2006, os presentes entreolharam-se, como que esperando uma reação de riso ou, pelo menos, surpresa. Os mais espertos, no entanto, assim como a própria Honda, imediatamente visualizaram a força de mercado que aquela feiosa motocicletazinha poderia conquistar. Não deu outra.

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Aproveitando a estrutura e a mecânica da então Honda C 100 Biz, um simplificado quadro tubular de aço ligeiramente modificado, com roda traseira de 14 polegadas e motor de 97,1 cm 3 carburado, a nova Honda Pop 110i não foi vista por muito tempo pelas ruas das grandes capitais, mas foi um sucesso nas cidades menores e nas zonas rurais, em especial nas regiões Norte e Nordeste do País. Seu segredo? A simplicidade. E, é claro, um preço inferior a R$ 4.000.

Em 2015, a Pop foi profundamente renovada, com o próprio nome, Honda Pop 110i, indicando as maiores mudanças. A cilindrada do motor passou para 109,1 cm 3 e a alimentação ganhou injeção eletrônica. E uma atualização no visual e em alguns detalhes funcionais, tais como o novo painel de instrumentos, ajudou a novo Pop a conquistar uma parcela mais interessante de público nas grandes cidades. No ano passado, a Honda Pop 110i conquistou a marca de um milhão de unidades produzidas.

A simplificação da Biz para se tornar Pop é grande. Além das óbvias diferenças que podem ser visualizadas, a Pop não tem algumas conveniências, como a embreagem automática de acionamento centrífugo e o câmbio rotativo. Ou seja, na Pop o piloto é obrigado a acionar o manete esquerdo da embreagem e a voltar as marchas da quarta até o neutro uma a uma. Na Biz, basta um toque do câmbio para baixo que passa de quarta para neutro.

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O câmbio de quatro marchas “tudo-para-baixo” é inconveniente, pois exige que se busque a primeira marcha primeiro achando o neutro “lá-em-cima” para depois voltar uma e engatar a primeira. Isso em cada parada no semáforo.

A ausência da partida elétrica, apesar de completamente justificada na busca do menor custo de produção, faz falta para quem está acostumado a colocar a bunda no banco e sair imediatamente. E o pedal de partida só pode ser acionado com a motocicleta em ponto-morto (neutro) e sem o acionamento da embreagem. Consequência direta: se o motor apagar, religar dá trabalho e leva ainda mais tempo em um semáforo.

Saldo positivo

Entre prós e contras, a Honda Pop 110i acaba tendo mais qualidades que defeitos para quem busca uma moto simples
Divulgação
Entre prós e contras, a Honda Pop 110i acaba tendo mais qualidades que defeitos para quem busca uma moto simples

A Honda Pop 110i pode ser ágil, mas não é prática. Não tem nenhum porta-objeto, tampouco um gancho para prender qualquer coisa e nem espaço para um pequeno baú traseiro. A trava do guidão fica na mesa inferior e o freio a tambor, apesar de ser suficiente para a motocicleta, não permite que se use as práticas travas de disco, para minimizar o risco de furto.

A Pop, no entanto, tem mais pontos positivos do que negativos. Pesando muito pouco, ela é extremamente rápida nas acelerações até 60/70 km/h, saindo na frente dos automóveis e de outras motocicletas nos semáforos. Mas deve-se ficar esperto, pois é muito fácil distrair-se e tomar uma multa em radares urbanos de 40 ou 50 km/h. Não é um veículo adequado para rodar acima dessa velocidade.

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 A agilidade também vem da simplicidade. Com o farol fixado no quadro, envolto pela peculiar carenagem, e com os amortecedores dianteiros presos apenas na mesa inferior, a frente é extremamente leve. O painel de instrumentos, totalmente mecânico, é básico, com velocímetro analógico e com a chave de ignição ao lado. Não tem hodômetro parcial.

A Honda Pop 110i praticamente não tem concorrentes quando analisada pelarobustez ou pelo preço. Ou até pelas possibilidades extras, como, por exemplo, levar toda a família agrupada no enorme banco. Claro, a legislação de trânsito não permite mais que dois ocupantes em uma motocicleta, mas lá longe, onde não tem ninguém vendo, esse é um procedimento corriqueiro. A Honda Pop 110i custa R$ 5.598.

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