Assista ao vídeo do esportivo nacional que deu o ponta pé inicial na leva de modelos que aposentaram o carburador entre os modelos feitos no Brasil

Há questão de algumas semanas falei aqui sobre os hot hatches . O modelo, na ocasião, era o Escort XR3, que no Brasil não foi a perfeita definição do termo. De qualquer modo, teve seus predicados e fez muita gente sonhar acordado, mas não causou tanto alvoroço quanto o VW Gol GTI no fim dos anos 80 no Brasil.

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Hoje chegou a vez de contarmos a história do VW Gol GTI, que teve uma trajetória de sucesso, se tornou um símbolo de carro-esporte e referência em desempenho no país que ainda sofria com a famigerada "reserva de mercado", que nos custou vários anos de atraso tecnológico.

O “Salão do Automóvel” de 1988, como sempre, atraiu milhares de visitantes. Os apaixonados por carro foram em busca dos importados – ainda raros em nossas ruas – e que apareciam com destaque no pavilhão. Mas a maior estrela do evento estava no estande da Volkswagen e chamou bastante atenção no evento.

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O Gol GTI se destacava por vários detalhes, entre os quais a tonalidade chamada de azul-mônaco, com para- choques na cor cinza e rodas exclusivas, conhecidas como “pingo d`água”. A maior novidade estava debaixo do capô, já que o hatch foi o primeiro modelo nacional equipado com injeção eletrônica LE Jetronic, multiponto, que tinha um módulo de comando separado do sistema de ignição EZ-K. Posteriormente, foi adotada apenas uma central eletrônica. 

Pioneiro da injecão eletrônica

VW Gol GTI: primeiras unidades vinham pintadas apenas na cor Azul Monaco entre os detalhes exclusivos da versão
Renato Bellote/iG
VW Gol GTI: primeiras unidades vinham pintadas apenas na cor Azul Monaco entre os detalhes exclusivos da versão

O motor de 2 litros e 120 cv com 18,3 kgfm de torque era algo realmente diferente na época. Basta imaginar que o propulsor foi emprestado pelo Santana, um sedã mais pesado e familiar. A mistura se mostrou divertida e o tempero na medida certa. A partir do modelo 1990, a potência máxima subiu para 125 cv, mas voltou a cair com a inclusão do catalisador, em 1992. 

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O modelo traz um interior agradável aos olhos. O acabamento é um de seus pontos fortes. À primeira vista se destacam os bancos Recaro com costuras aparentes e regulagem de altura. Eles são envolventes e acomodam o corpo da forma que se espera em um modelo com sangue quente.

Guiando o VW Gol GTI é possível perceber que ele tem fôlego para justificar a sigla. As acelerações tão rápidas e o bloco de 2 litros permanece sempre cheio nas retomadas. Divertido. E a transmissão de cinco marchas, que traz a coifa de câmbio com acabamento em couro, ajuda no desempenho e é um ponto positivo dos modelos da marca até hoje. Até a semana que vem!

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