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Após a Kombi e o Fusca, a Vollkswagen Variant inovou com evolução técnica e o estilo de station wagon vigente na década de 70 aqui no Brasil

A história da Volkswagen no Brasil tem vários capítulos dedicados à eficiência mais do que comprovada dos motores boxer, de quatro cilindros, refrigerados a ar. Naquela época a marca enaltecia os feitos e qualidades desse tipo de motor - que equipou modelos como a Volkswagen Variant - em detrimento da concorrência e seus propulsores que sempre aqueciam na subida da serra.

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No início Fusca e Kombi eram os únicos representantes desse estilo, mas logo a família aumentou com mais opções para todos os gostos, evidente, pelo surgimento da Volkswagen Variant e a Brasília, que vinha com carburadores verticais e não horizontais como os da Variant. Essa última tinha mais espaço para bagagem na traseira, já que a tampa do motor ficava em posição mais baixa.  

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A Volkswagen Variant foi uma delas. Inspirada pela similar alemã fez fama no mercado nacional e também comprovou suas qualidades. Já sua sucessora, lançada em 1978, inovou com evolução técnica e o estilo de station wagon vigente na época.

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Pé na tábua

Volkswagen Variant II: Dirigibilidade é direta e confortável, e o tradicional motor boxer de 1600,  perfeito parea o modelo
Renato Bellote/iG
Volkswagen Variant II: Dirigibilidade é direta e confortável, e o tradicional motor boxer de 1600, perfeito parea o modelo

A maior qualidade da Variant II, porém, aparece quando afivelamos o cinto e saímos para as impressões ao volante.  A suspensão dianteira independente, do tipo McPherson, realmente é o grande diferencial do modelo e mostra que a Volkswagen tinha uma ótima opção para ser usada no Fusca. Mas não usou.

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A dirigibilidade é mais direta e confortável e o acerto em conjunto com o tradicional e conhecido motor boxer de 1,6 litro é perfeito. Vale destacar que essa configuração já era usada pelo Super Beetle 1303, há mais de uma década na Europa e Estados Unidos.

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Nesse exemplar de 1981 o que se destaca também é a história de vida do proprietário. No vídeo, falo mais sobre essa relação que começou na infância, com esse mesmo exemplar, e passou por momentos especiais até voltar às mãos do antigo dono, criança na época, há pouco mais de 15 anos.

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Talvez essa seja uma das coisas que mais gosto ao falar e escrever sobre carros antigos. Uns mais e outros menos, mas cada um deles traz algo especial e único para sobreviver durante 20, 30 ou mais de 40 anos justamente para contar histórias de vida.

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Em breve, tal como a Volkswagen Variant , vamos conhecer mais um símbolo da VW com motores refrigerados a ar. O Karmann-Ghia, ícone dos anos 60 e 70, está customizado no melhor estilo da época, com detalhes e equipamentos Porsche no espírito german look . Nos vemos!