Hoje, o Porsche 911 Carrera RS 1973, o modelo mais esportivo da época, é avaliado em torno de R$ 2 milhões

Porsche 911 Carrera RS 1973
Divulgação
Porsche 911 Carrera RS 1973


Uma pesquisa conduzida em 2014 pelo Discovery Channel revelou que o Porsche Carrera 2.7 RS 1973 foi o carro mais valorizado da última década. Em 2004, seu preço girava em torno dos R$ 260 mil (convertendo de libras para o real). Dez anos depois, o Porsche mais esportivo da sua época era avaliado em torno de R$ 2 milhões , ainda de acordo com o canal.

Carro antigo virou investimento é há quem prefira lucrar com eles do que com aplicações. Afinal, enriquecer com um Carrera RS 1973 na garagem é muito mais emocionante e glamouroso do que enriquecer acompanhando números subirem e descerem na Bovespa , no Nasdaq ou no Dow Jones .

Tem muita gente no antigomobilismo por dinheiro. Compra um cacareco aqui, reforma por uns aninhos, vende e fatura um troco. Acha uma mosca branca acolá, guarda por um tempo na garagem até valorizar e depois põe no mercado, pelo dobro ou triplo do que comprou.

LEIA MAIS: Porsche 919: Antigamente a direção era usada para virar o carro

Mas a maioria está nessa pelo amor aos automóveis, sobretudo aos antigos. E não se comercializa amor. Para alguns, vender um carro da coleção é como vender bicho de estimação. É imoral.

Portanto, de que vale ter um clássico valorizando ano após ano?

LEIA MAIS: Os 10 carros clássicos mais incríveis esquecidos em garagens

Para Julio Penteado, colecionador de São Paulo, vale bastante. “É sempre bom que seu carro valorize. É uma situação um tanto incômoda investir num automóvel antigo e saber que ele está valendo menos ou caindo de preço depois de tanto investimento”, reflete.

O economista acredita que ter um automóvel valorizado a cada ano é uma espécie de tempero do antigomobilismo: “não vendo meus carros de jeito nenhum, mas gosto de saber que eles valem mais hoje do que ontem”. 

Para outros colecionadores, o valor financeiro não importa. Dono de sete automóveis – todos nacionais –, Marcos Camargo Jr. mostra certo desdém diante da certeza de que seu Galaxie , seu Fusca e seu 147 nunca valerão menos do que valem hoje.

“O que importa pra mim é o valor histórico de cada um, além do valor sentimental e acho que o verdadeiro antigomobilismo supera a questão financeira e está na paixão por preservar a história e o contexto onde cada um desses veículos evoluíram”, decreta.

Eu sei bem disso: namoro seu Chevrolet Opala Comodoro 1979 há anos, mas sei que o jamais terei. 

Mesmo que lhe oferecesse os R$ 2 milhões do Carrera RS

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.