BMW 507 de Elvis Presley será leiloado no próximo dia 21. Raro conversível foi totalmente restaurado pela marca alemã

BMW revela como ficou o 507 de Elvis Presley depois de restaurado. Cor branca é a original da época do lançamento
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BMW revela como ficou o 507 de Elvis Presley depois de restaurado. Cor branca é a original da época do lançamento

Com 66 anos de existência, Pebble Beach é uma das mecas do antigomobilismo mundial. É lá, e também no Concorso d’ Eleganza Villa d’ Este ou no Amelia Island Concours d’Elegance, entre outros, que colecionadores exibem suas raridades em busca do “Best Of Show” – um reconhecimento à perfeição em termos de conservação e originalidade e à importância história de certos automóveis antigos.

É lá, no próximo dia 21, que a BMW exibirá o trabalho de restauração feito no 507 que pertenceu a Elvis Presley no final dos anos 1950, quando o então soldado de 23 anos (já famoso pelo rock’n roll) cumpria serviços militares na Alemanha.

Em 1960, o conversível voltou para os EUA com Elvis, que logo o trocou por um Chrysler . O 507 teve outros dois donos até voltar para as mãos da BMW , em 2014. Mas é apenas o envolvimento com Elvis Presley que faz o 507 ser especial? Absolutamente não.

Sua estreia mundial foi em 1955. E em Nova York, porque os EUA eram vistos pelas marcas europeias como o mercado que as salvaria da recessão, ainda um pesadelo para a Europa no pós-guerra. Construídas quase artesanalmente, todas as 252 unidades do 507 , feitas entre 1956 e 1959, deram prejuízo à BMW, que quase foi à falência na época.

Ele também foi um dos grandes esportivos do seu tempo, tão bom que John Surtees, o único piloto que foi campeão mundial correndo de moto (sete títulos) e carro ( Fórmula 1 , em 1964) teve um, assim como o ator francês Alain Delon.

Portanto, ser um modelo raro e ter marcado um momento crucial na história da empresa já seriam elementos suficientes para torná-lo especial. Ter sido de Elvis Presley o faz ainda mais cobiçado – e caro, caso a BMW decida leiloá-lo algum dia (o que eu duvido, dado o investimento em tempo e dinheiro no resgate e na restauração).

Há outros exemplos do valor extra que uma célebre proveniência agrega a um carro de credenciais indiscutíveis. Steve McQueen (1930-1980), lendário ator e piloto norte-americano, teve um Porsche 911 Turbo Carrera 1976. 

Depois de trocar de mãos algumas vezes, o esportivo foi leiloado, no ano passado, por US$ 1,95 milhões (algo em torno de R$ 6,2 milhões). O mesmo modelo, sem a etiqueta McQueen, vale cerca de US$ 100 mil (R$ 320 mil).

Um Aston Martin DB5 1964 valia cerca de R$ 1 milhão em 2010. Naquele ano, o modelo usado no filme “007 contra Goldfinger”; foi vendido por R$ 9,2 milhões pela RM Auctions, especializada em leilões de clássicos.

E por aí vai. O que não quer dizer que bastou pertencer a uma celebridade para ser cobiçado e valorizado. Carregar alguma expressão automotiva é fundamental.

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