Volkswagen Gol e Voyage 2017: O Império Contra-Ataca

Por André Jalonetsky (Fotos:divulgação) | - Atualizada às

compartilhe

Tamanho do texto

Dupla chega renovada para recuperar o espaço perdido no mercado nos últimos anos

Volkswagen Gol. Foto: DivulgaçãoVolkswagen Gol. Foto: DivulgaçãoVolkswagen Gol. Foto: DivulgaçãoVolkswagen Gol. Foto: DivulgaçãoVolkswagen Gol. Foto: DivulgaçãoVolkswagen Gol. Foto: DivulgaçãoVolkswagen Gol. Foto: DivulgaçãoVolkswagen Voyage. Foto: DivulgaçãoVolkswagen Voyage. Foto: DivulgaçãoVolkswagen Voyage. Foto: DivulgaçãoVolkswagen Voyage. Foto: DivulgaçãoVolkswagen Voyage. Foto: DivulgaçãoVolkswagen Voyage. Foto: DivulgaçãoVolkswagen Voyage. Foto: Divulgação

Os sinais de que os ventos não estão a favor da Volkswagen ficaram visíveis em 2001 quando ela perdeu a liderança de maior montadora do Brasil para a Fiat. Mais recentemente, em 2014, outro sinal ruim e emblemático: o lendário VW Gol, que ocupou a posição de carro mais vendido do país por 27 anos ininterruptos, perde o trono. Para piorar, ainda em 2014, a VW caiu mais uma posição no ranking das maiores em vendas, ficando atrás da Fiat e da General Motors.

O que está acontecendo? Entre as várias explicações, a que considero ser a causa central foi dita de maneira franca e corajosa por Jorge Portugal, vice-presidente de vendas e marketing da VW Brasil, na última quinta-feira dia 18, durante a prévia de lançamento do novo Gol e Voyage. Portugal disse que a Volkswagen se afastou de seu consumidor, ficou arrogante na sua comunicação, focou em produtos e não na necessidade dos consumidores.

O que fazer? Exatamente o que a Volkswagen fez: ouvir o público brasileiro, se aproximar dele e entregar o produto que ele deseja. Para essa nova fase da VW as pessoas estão em primeiro lugar, é para elas que os carros são feitos. O resultado são os novos Gol e Voyage, armados até os dentes para retomar números de liderança e claramente antenados com o que o novo consumidor do século 21 exige: 1) Design inovador, 2) Conectividade acessível e de última geração e 3) Motores modernos de baixo consumo, baixas emissões, mas com alto desempenho, 4) Preço competitivo. Qualidade de engenharia, construção e acabamento superiores a VW sempre teve. E, claro, continua tendo e sendo referência de mercado.

NOVOS RUMOS, DETALHES E OS PREÇOS

Retomar a liderança não será possível e a Volkswagen sabe bem disso. "O ano de 2015 foi difícil e 2016 não será diferente", afirma David Powels, presidente da marca no Brasil. As mudanças no Gol e Voyage vêm para impedir que eles percam relevância e se afastem demais dos líderes. "Estamos nos preparando para vencer, melhorando nossa imagem e nos reaproximando dos clientes", completa Powels. O plano da VW é lançar mais quatro novos produtos nos próximos quatro anos, todos com uma plataforma global - ou seja, equipados com a arquitetura modular MQB, usada em Golf, Polo e Audi A3. "Iremos investir e preparar nossas fábricas no Brasil para trabalhar com essa nova arquitetura", completa o executivo.

Enquanto a nova geração não vem, ficamos com Gol e Voyage revitalizados. Luiz Alberto Veiga, designer responsável pelo hatch, reforça as mudanças no interior. O painel amplo trabalha com a horizontalidade e é desenhado pensando na facilidade de acesso pelo motorista. O cluster está 30% maior, do mesmo tamanho que o utilitário Tiguan. Os instrumentos dão a impressão de serem 3D.

Na versão de entrada Trendline, o painel é monocromático e conta com um rádio simples. Da versão Comfortline para cima, os veículos são equipados com o novo sistema de infotainment Composition Touch com tela de 5 polegadas, preparado para espelhar a imagem do smartphone. Na versão Highline, o acabamento passa a contar com detalhes em azul, no caso do Gol, e em vermelho no Voyage. Nos primeiros meses, haverá a versão Connect, baseada no Comfortline, que conta com o sistema multimídia Discover Media, com tela de 6,33 polegadas.

Visualmente, as mudanças são mais tímidas. A grade entre os faróis está mais larga, os faróis tem um novo desenho interno e o parachoque está mais agressivo. A traseira mostra mais alterações, agora com o mesmo vinco encontrado no Fox, o que dá uma impressão de que o Gol ficou mais parrudo. A tampa do porta-malas agora é plana. Como esperado, o antigo motor 1.0 foi aposentado e substituído pelo 1.0 EA211 de três cilindros encontrado no up! e Fox. Rende 82 cv e 10,4 kgfm de torque com etanol. O 1.6 não recebeu atualizações, continuando a gerar 104 cv e 15,6 kgfm de torque com etanol.

A Volkswagen sabe que isso não é o suficiente para fazer com que a dupla volte a enfrentar seus rivais em pé de igualdade, por isso mexeram no ponto que mais importa para os clientes: o preço. O exemplo dado pela marca diz que o Gol 1.0 Trendline completo custava R$ 38.790. Com o novo motor e as alterações no design, deveria ficar R$ 800 mais caro. No entanto, será vendido por R$ 37.690, R$ 1.910 a menos do que o preço que seria praticado. No caso do Voyage 1.0 completo, o preço foi de R$46.090 para R$ 43.790. As vendas começam ainda em fevereiro. (colaborou, Nicolas Tavares)

Confira os preços do Gol e Voyage reestilizados:

  • Gol 1.0 Trendline -- R$ 34.890
  • Gol 1.6 Trendline -- R$ 40.190
  • Gol 1.0 Comfortline -- R$ 42.690
  • Gol 1.6 Comfortline -- R$ 47.490
  • Gol 1.6 Highline -- R$ 51.990
  • Voyage 1.0 Trendline -- R$ 40.990
  • Voyage 1.6 Trendline -- R$ 44.590
  • Voyage 1.0 Comfortline -- R$ 46.490
  • Voyage 1.6 Comfortline -- R$ 49.790
  • Voyage 1.6 Highline -- R$ 55.290


Veja na galeria acima as fotos inéditas dos novos Gol e Voyage e não perca amanhã (23/2)  a avaliação de iG Carros depois do teste drive oferecido pela Volkswagen.  

Leia tudo sobre: VolkswagenGolVoyagenovolinha

compartilhe

Tamanho do texto

notícias relacionadas