Apesar da idade, Chevrolet Montana segue em produção. Atualização do motor 1.4 faz com que picape renda até 13,4 km/l na estrada, diz o Inmetro

Meio esquecida pelo público, a Chevrolet Montana segue firme e forte dentro da linha da General Motors. Enquanto a nova geração não vem (prevista apenas para 2018), a marca deu uma atualizada na picape compacta, mexendo no motor 1.4 Econoflex para melhorar seu rendimento. Com o pacote “Eco”, passa a render até 13,4 km/l na estrada, com gasolina, confiorme os números divulgados pelo Inmetro. Os preços seguem como estão, partindo de R$ 45.550 na versão LS e R$ 55.550 na configuração Sport.

Embora não tenham trocado o 1.4 Econoflex da Chevrolet Montana pela versão atualizada SPE/4, aplicaram boa parte das mudanças feitas em Cobalt , Onix , Prisma e Spin , os últimos lançamentos da fabricante. Trocaram as bielas e pistões por peças feitas com materiais mais leves e de menor atrito, adicionaram um alternador de alto rendimento, e agora usa óleo 0W20, de baixa viscosidade. Colocaram peças aerodinâmicas sobre o assoalho e calçaram as rodas com pneus verdes. Ajuda no rendimento, mas continua a gerar 99 cv e 13 kgfm de torque, com etanol.

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Econômica, mas já antiquada

O resultado de todas as alterações é que, segundo o Inmetro, a Chevrolet Montana faz 11,7 km/l na cidade e 13,4 km/l na estrada, com gasolina, de acordo com as medições do Inmetro. Se abastecer com etanol, o rendimento é de 9,2 km/l no ciclo urbano e 7,9 km/l no ciclo rodoviário. Também melhorou um pouco o desempenho, acelerando de 0 a 100 km/h em 10,4 segundos, quase um segundo a menos do que a versão 2016 da picape compacta, vindos da melhoria na aerodinâmica e os pneus verdes de baixa resistência.

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Ainda assim, o baixo desempenho em vendas parece que não justifica mais empenho da GM para atualizar a Chevrolet Montana. Continua com a direção hidráulica, enquanto os demais modelos da marca contam com direção elétrica de série. Ficou devendo também a troca da transmissão: continua com a velha caixa de cinco marchas, sem adotar o câmbio de seis marchas, outra novidade da linha 2017 do resto da linha da fabricante. Sem contar o desenho, que ainda segue o estilo adotado no hatch Agile , que deixou de ser vendido no Brasil em setembro de 2014.

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