Sedã chega a fazer 16,8 km/l na estrada, de acordo com os números do Inmetro. Mas tem preço sugerido de R$ 159.500, o mais alto da linha

Ford Fusion Hybrid 2017
Divulgação
Ford Fusion Hybrid 2017

A Ford lança a versão renovada do Fusion Hybrid, que começa a chegar às lojas no próximo dia 1 de novembro pelo preço sugerido de R$ 159.500. Assim como as outras opções do modelo equipadas apenas com motores a combustão, o carro recebe retoques no desenho que incluem novos faróis com LEDs no lugar de lâmpadas, selector giratório de troca de marchas e sistema multimídia de última geração Sync 3, com GPS embutido e velocidade de processamento 10 vezes mais rápida que anteriormente. A reportagem de iG Carros teve a oportunidade de avaliar a novidade por três dias e tirou algumas conclusões sobre o sedã de 4,87 metros de comprimento e dois motores.

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A primeira delas é que a ideia de economizar combustível do Ford Fusion Hybrid é contagiante.  Principalmente ao assumir o volante de um um sedã que chega perto dos 5 metros de comprimento e que pesa 1.670 kg. O que também estimula a poupar gasolina é o próprio projeto do modelo, feito para ter o máximo de eficiência energética. Então, o jeito e entrar na onda verde e pisar no acelerador o mais leve posssível, procurando usar ao máximo o motor elétrico, que funciona em velocidades de até 100 km/h.

Depois disso, entra em ação apenas o 2.0, a combustão, mas que funciona com ciclo Atkinson, aquele que retarda o fechamento das válvulas de admissão, gerando  menos pressão dentro do cilindro a ser vencida pelo movimento de subida do pistão, ajudando a poupar combustível. No dia a dia, o motor soa mais como um gerador que alimenta as baterias de ions de lítio, que são 23 kg mais leves. Apenas voltado para eficiência, o 2.0 tem potência relativamente baixa para a cilindrada: 140 cv. Portanto, o ideal é depender o mínimo possível dele para fazer o carro andar, mesmo porque tem um ronco diferente do que costuma apresentar um motor convencional, de 4 tempos.

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Segundo a Ford , para tornar o interior bem silencioso, existe um sistema que procura anular as frequências sonoras indesejáveis. Entretanto, nota-se claramente os quatro cilindros funcionando ao pisar um pouco mais forte no acelerador ou quando o nível de carga da bateria chega num patamar abaixo do ideal. De qualquer forma, dirigindo como um monge tibetano, consegue-se usar o apenas o motor elétrico no trânsito urbano a maior parte do tempo. Então, aí sim, o interior fica em absoluto silêncio.

Dirigindo com as pontas dos dedos

Ford Fusion Hybrid 2017
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Ford Fusion Hybrid 2017

Mas, haja disciplina ao pisar no acelerador. Dá para seguir o fluxo do trânsito, mas a aceleração em saídas de sinal devem ser bem suaves. Tudo isso é monitorado eletrônicamente e os resultados são mostrados em gráficos em uma das telas de 4,2” no quadro de instrumentos. E quanto mais econômico você for, mais folhas verdes aparecem em um dos menus disponíveis. Procurando bater recorde de economia, conseguimos atingir o máximo de 16,4 km/l na cidade e uma média de 13,2 km/l no final do teste, apenas em trechos urbanos, conforme o que mostrou o computador de bordo. De acordo com os dados do Inmetro, o carro faz 15,1 km/l na cidade e 16,8 km/l na estrada. 

São bons números, ainda mais considerando o tamanho do carro. Mágica? Não, há vários detalhes que acabam contribuindo para isso junto com a ajuda de um motorista disciplinado. Um deles é o câmbio CVT controlado eletrônicamente e que também funciona como motor de arranque, de acordo com o supervisor de engenharia da Ford para a América do Sul, Roberto Garabosky. Aliás, para poupar o máximo de energia, o 2.0 não tem nenhum apêndice ligado por correia e, portanto, que dependa da força do motor para funcionar. Itens como bomba d’ água e compressor do ar-condicionado funcionam com motores elétricos independentes.

Ford Fusion Hybrid 2017 tem sistema que mostra como está a carga das baterias e como estão sendo recarregadas
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Ford Fusion Hybrid 2017 tem sistema que mostra como está a carga das baterias e como estão sendo recarregadas


Para carregar as baterias, o carro usa o calor dos freios e quando o sedã estiver em descidas. Por isso,  frenagens suaves, que usam o máximo da energia do movimento do carro, contribuem com o carregamento. E para tornar a condução mais cômoda, pode-se acionar o controlador de velocidade de cruzeiro adaptativo, que mantém uma distância constante do carro da frente, com radar e câmera. Se aparecer algum obstáculo inesperado pelo caminho, existe um detector que pode até frear o carro em caso de emergência, contanto que o velocímetro esteja abaixo de 80 km/h.Além disso, existem mais duas funções que contribuem com a diminuição do consumo: a assistência de descida e o botão Eco Select , que torna as acelerações mais suaves, mesmo que você tente cometer o pecado de afundar o pé no acelerador. De acordo com o a Ford , com a soma das potência dos dois motores (elétrico e a combustão), o Fusion Hybrid chega nos 190 cv.   

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No interior, o sedã é bem confortável, com acabamento caprichado e uma lista de equipamentos que inclui o novo sistema multimídia Sync 3, como tela sensível ao toque, de 8 polegadas, de alta resolução, e o som da Sony, com 12 alto-falantes. Há também detector de pontos cegos nos retrovisores, hastes no volante revestido e couro para trocas sequenciais do câmbio e assistência para estacionar de segunda geração, capaz de acionar a direção sozinha para encaixar o sedã em vagas para estacionar.

 A Ford espera que o Fusion Hybrid represente em torno de 5% das vendas totais do sedã. O carro poderá ser comprado em qualquer concessionária da Ford, mas existem alguns distribuidores especializados e com vendedores treinados para atender o cliente interessado no híbrido. Ainda de acordo com a marca americana, o novo modelo também tem custos de revisões com preço fixo, sendo que nos três primeiros anos, ou até 30 mil quilômetros rodados, gasta-se R$ 952.