Novo modelo mostra que a marca pode mesmo subir de nível. E surpreende nas primeiras impressões ao dirigir

Fiat Argo Drive 1.3 vem com rodas de liga-leve de aro 14 montadas em pneus 175/65R entre os itens de série
Divulgação/Fiat-Chrysler Automóveis
Fiat Argo Drive 1.3 vem com rodas de liga-leve de aro 14 montadas em pneus 175/65R entre os itens de série

Foi dada a grande cartada da Fiat em busca de recuperar o espaço perdido no mercado do Brasil nos últimos tempos. Apenas considerando a comparação entre o total de participação no segmento de automóveis em 2016 e o acumulado dos quatro primeiros meses desde ano, a marca passou de 11,3% para 9,1%, de acordo com os dados da Fenabrave (Federação Nacional dos Distribuidores de Veículos). Com o hatch Fiat Argo, a fabricante italiana quer desbancar os líderes de vendas entre os hatches compactos: Chevrolet Onix e Hyundai HB20.

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Pelo o que notamos depois de dar uma volta na versão Drive 1.3 com câmbio  automatizado GSR, de fato, a Fiat tem um bom produto para alcançar seus objetivos no País. Aliás, ficou claro que o Fiat Argo é um marco na história da fabricante como parte de uma nova gama com melhor qualidade em todos os aspectos, não apenas no que se refere ao acabamento, mas também aos equipamentos de série e ao comportamento dinâmico.

No carro avaliado, com preço sugerido de R$ 58.900, a lista de equipamentos inclui a nova central multimídia com tela de alta resolução, sensível ao toque e compatível com Apple Car Play e Android Auto, entre uma série de itens, como controles eletrônicos de estabilidade e tração, hastes atrás do volante para tricas sequenciais de marcha, apoio de braço para o motorista, vidro elétrico traseiro, piloto automático e retrovisores eléricos com função tilt-down. 

Logo ao assumir ao volante dá para perceber o desenho arrojado do painel, bem com o cuidado em detalhes de ergonomia e de acabamento. Apesar dessa versão Drive 1.3 GSR não ter revestimento de couro, o volante tem boa empunhadura e tem mais de 15 botões. Há como regular a altura do banco e da coluna de direção de maneira a se ajustar bem na posição ideal. Ao conferir o ajuste dos retrovisores, mais uma boa impressão, causada pelo bom ângulo de visão. E dando uma olhada no banco traseiro dá para notar que o espaço é suficiente para três pessoas viajarem sem nenhum aperto.

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De fato, um dos difereciais do Argo é ser um pouco mais largo que os principais cocorrentes. São 1,76 metro de largura ante 1,62 m do HB20, por exemplo. A altura para cabeça também é maior: 95,7 cm ante 95 do Hyundai. Apenas o porta-malas de 300 litros empata com a do modelo da marca coreana, que é o maior do segmento atualmente.

Em movimento, carro releva um novo patamar

Traseira de linhas harmoniosas tem lanternas que apontam para a marca Fiat no centro da tampa do porta-malas
Divulgação/Fiat-Chrysler Automóveis
Traseira de linhas harmoniosas tem lanternas que apontam para a marca Fiat no centro da tampa do porta-malas

Primeira engatada e parto para as impressões ao dirigir em trechos rodoviários e urbanos. Logo nos primeiros quilômetros dá para perceber que o isolamento acústico e a solidez da carroceria estão entre os itens que atingiram um outro patamar nos modelos da Fiat. O silêncio e a suavidade ao rodar surpreendem. Ao acelerar, o motor 1.3 responde bem, com seus 109 cv e 14,2 kgfm a 3.500 rpm. Apenas o câmbio de cinco marchas mostrou que tem relações um pouco curtas. Vindo a 120 km/h, em quinta, o contagiros gira a um pouco mais de 3.500 rpm, o que está ligeiramente acima do ideal. Além disso, apesar de ter evoluído, a caixa automatizada ainda deixa um soluço entre as trocas.

Por dentro, o Argo 1.3 GSR também mostra estilo arrojado e bom nível de equipamentos de série, o que inclui a central multimídia
Divulgação
Por dentro, o Argo 1.3 GSR também mostra estilo arrojado e bom nível de equipamentos de série, o que inclui a central multimídia

Por outro lado, o carro consegue ter certa agilidade nas ultrapassagens e encara bem as curvas, transmitindo segurança. No caso dessa versão 1.3, o Argo já vem com os controles de estabilidade e tração, o que evita derrapagens indesejáveis e desvios de trajetória. Mesmo entrando um pouco mais quente em trechos sinuosos, a carroceria não inclina demais, como acontece com o Punto, o modelo que sai de linha para deixar espaço ao Argo. Bom também é que a direção com assistência elétrica é leve e precisa e os freios estão bem modulados para que ao pisar no pedal as respostas sejam sempre prontas e sem sustos.

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As rodas de aro 14 montadas em pneus 175/65R não ajudam muito em uma tocada mais animada, mas a boa rigidez torcional e o ajuste da suspensão acabam compensando em parte essa limitação. Entretanto, a versão 1.3 (que terá em torno de 60% das vendas) tem foco mais voltado para a eficiência. De acordo com os números do Inmetro, o Fiat Argo 1.3 GSR  faz 12,7 km/l na cidade e 14,4 km/l na estrada com gasolina, dados que passam para 8,9 km/l e 10 km/l, respectivamente, como etanol, o que foi suficiente para o carro ter nota A em todos os quesitos. E conforme a Fiat, a aceleração de 0 a 100 km/h pode ser feita em 10,8 segundos, com maxima de 184 km/h. 

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