Cobalt 1.8 supre a falta de força do 1.4

Sedã da GM com novo motor também pode ter câmbio automático; custa R$ 43.990

Thiago Vinholes | 24/8/2012 14:01

Chevrolet Cobalt 2012 1.8 LTZ 1.8 16V flex 4p automático seq.

Dados técnicos
Preço
R$ 49.990
Capacidade
5 passageiros
Velocidade máxima
170 km/h
0 a 100 km/h
10,5 s
Consumo urbano
0 km/l
Potência
106 cv
Torque
16,4 kgfm
Porta-malas
563 litros
Veja ficha técnica completa

O Cobalt pode ser estranho (para alguns “feio”) e tem desempenho abaixo do razoável, mas seu sucesso é indiscutível. Em nove meses de atuação, mais de 40.000 unidades do sedã já foram emplacadas e o modelo se tornou o terceiro veículo mais vendido da GM no Brasil, atrás apenas dos populares Celta e Classic/Corsa Sedan. “O Cobalt está nos surpreendendo, não esperávamos por esse desempenho de vendas”, se espantou Marcos Munhoz, vice-presidente da GM no País, durante a apresentação do Cobalt 1.8.

Resolver problemas de beleza em um carro que já está pronto é algo complicado e exige a injeção de mais dinheiro para pesquisas com o público, para definir qual visual adotar, e desenvolvimento. Já a falta de potência pode ser sanada aplicando outro motor ao carro. E a GM tinha esse motor! Na linha 2013 o Cobalt passa a contar com bloco 1.8 Econoflex, o mesmo de Spin e Cruze, capaz de gerar até 108 cv (com etanol). Melhor agora? Os mais atentos às fichas técnicas talvez dirão “nem tanto”.

O motor 1.4, até então a única opção para o sedã, gera 97 cv com gasolina e 102 cv com etanol, apenas 6 cv a menos que a potência máxima do Cobalt 1.8. Mas não desanime, há ganho de desempenho na nova série e o segredo está no torque. O modelo de entrada dispõe de 13 kgfm em 3.200 rpm, rotação em que a versão com motor mais forte já conta com 17,1 kgfm. Pode não parecer tão tanto, mas é algo que faz a diferença.

O fôlego extra em giro baixo faz o carro ficar mais silencioso e sua performance para encarar trechos de subidas e retomadas de velocidade ganha mais desenvoltura, o que, por consequência, melhora a sensação de dirigibilidade e aumenta a segurança em momentos em que o motor precisa girar alto, como em ultrapassagens e reduções com freio-motor em trechos de serra.

O povo quer câmbio automático

“Em 2008, uma parcela de apenas 15% dos consumidores de carros desejava um automóvel com câmbio automático. Hoje esse número bate nos 40%”, contou Gustavo Colossi, gerente de marketing da GM no Brasil. Diante de tal cenário a montadora não pestanejou e tratou de lançar o Cobalt 1.8 também com opção de câmbio automático, no caso a mesma caixa sequencial de seis marchas usada, novamente, no Cruze e Spin.

Nessa configuração, o Cobalt fica mais confortável e cômodo de dirigir, mas o câmbio dá suas “engasgadas”. As primeiras marchas são muito longas, como as de um câmbio automático de quatro velocidades, e o comando sequencial nem sempre é obediente, pois sua programação não permite engates em certos momentos. Como em outros carros automáticos da GM, as trocas manuais são feitas por um botão ao lado esquerdo da alavanca, o que, convenhamos, não é a melhor forma de se trocar marchas.

Fora as complicações da caixa, o desempenho, comparado ao do 1.4, sobe do razoável para médio. Não falta força, mas também não há em excesso. Segundo o fabricante, o Cobalt 1.8 AT acelera do 0 aos 100 km/h em 10,5 segundos e alcança 170 km/h.

Cobalt 1.8 manual, o interessante

Para quem gosta de “cambiar”, o Cobalt 1.8 na versão manual é uma boa pedida. Com total controle da transmissão, nessa versão é possível explorar mais o que motor maior tem a oferecer. Além disso, o manejo da alavanca tem acerto justo e com bons encaixes. Em outras palavras, é um “carro bom de guiar”. Conforme números da GM, o desempenho em aceleração e velocidade máxima não mudam muito em relação à versão com câmbio automático, embora a sensação seja essa. Vai do 0 aos 100 km/h em 10,5 segundos e atinge os mesmos 170 km/h.

Outros diferenciais

Para não ficar com a mesma cara do Cobalt 1.4, o modelo 1.8 recebeu algumas pequenas alterações, bem pequenas mesmo. A tampa do porta-malas ganhou um defletor e a versão topo de linha, LTZ, vem com faróis e lanternas escurecidos e rodas de alumínio aro 15 com acabamento diamantado, uma película especial que faz a peça brilhar mais.

O modelo, desde a versão de entrada LT, também já vem equipado com ar-condicionado, direção hidráulica, desembaçador traseiro, freios ABS, airbag duplo frontal, entre outros. A versão topo ainda traz rádio com bluetooth, sensor de estacionamento e espelhos retrovisores com regulagem elétrica.

Os preços começam em R$ 43.690 na versão LT com câmbio manual e chega até R$ 49.990 na opção LTZ com transmissão automática. A expectativa da marca é que a nova série acrescente mais 1.300 emplacamentos ao volume do Cobalt, que vende atualmente, em média, 5.000 unidades. Com o sucesso inesperado do carro, é capaz que venda mais.

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