Nova geração do BMW X1 estreia no Brasil

Primeiro lote do modelo ainda é importado; produção nacional começará em março

César Tizo | 4/2/2016 13:56

BMW X1 xDrive25i Sport

Dados técnicos
Preço
R$ 199.950
Velocidade máxima
235 km/h
0-100 km/h
6,5 s
Consumo urbano
n/d
Comprimento
4454 mm
Entre-eixos
2670 mm
Rodas
liga leve, aro 19"
Potência
231 cv (gasolina)
Tanque de combustível
61 litros
Porta-malas
505 litros

Uma mudança de caráter. Essa é a melhor definição para a estreia da nova geração do BMW X1 no Brasil, que vai partir de R$ 166.950 na versão de entrada sDrive20i GP. Agora utilizando a mesma plataforma do monovolume Série 2 Active Tourer, o X1 abraça de vez uma característica mais SUV e menos crossover da primeira geração. E, como uma novidade que pode tanto agradar a alguns como desagradar a alguns fãs mais puristas, o modelo agora conta com tração dianteira nas versões mais acessíveis.

Sem as restrições e a maior complexidade que o projeto de um carro com as rodas motrizes no eixo traseiro exige, a BMW conseguiu liberar bem mais espaço para os passageiros e bagagens no porta-malas. A nova posição de dirigir, inclusive, é algo que se destaca quando você assume o volante do X1 2016. É perceptível como a nova plataforma acomoda motorista e passageiros de uma forma mais verticalizada, o que pode não ser o melhor dos mundos para quem admira uma tocada mais esportiva. Nesse ponto, o X1 anterior agradava mais.

A prova também está nos números. Segundo a própria BMW, o motorista fica posicionado em uma altura 40 mm superior em relação ao X1 anterior. A altura geral do modelo também cresceu, no caso 53 mm, e agora totaliza 1,59 m. O comprimento, por sua vez, foi reduzido em 15 mm para 4,43 m, já a largura cresceu 23 mm e chega a 1,82 m. É inegável o ganho no habitáculo do SUV, com mais espaço para os passageiros no banco traseiro e um bom porta-malas de 505 litros, um ganho de 85 litros em relação ao X1 anterior.

O acabamento segue o excelente padrão da BMW, com destaque para a boa lista de equipamentos de série do X1. Na versão de entrada citada logo no início do texto, a sDrive20i GP, ele traz de série faróis com a tecnologia full-LED, revestimento interno de couro, central multimídia com navegador e as funcionalidades do ConnectedDrive (que inclui serviços de concierge dentre outros), ar-condicionado digital, pneus run-flat, controlador de velocidade de cruzeiro e borboletas para a troca de marcha no volante.

A opção intermediária é a sDrive20i X-Line, tabelada em R$ 179.950, que acrescenta o teto solar panorâmico, espelhos retrovisores externos com aquecimento e memória, além de tampa do porta-malas e bancos com acionamento elétrico. Por fim, para quem quer tração integral, haverá a opção do X1 xDrive25i Sport, nas lojas por R$ 199.950, que adiciona as rodas de liga leve aro 19” e sistema de som HiFi.

Além da nova plataforma, o motor do X1 também é novo. Ele segue um 2.0 turbo, porém o N20 foi substituído pelo B48. A troca resultou em mais potência nas configurações 20i, que agora entregam 192 cv. Já o X1 com tração integral utiliza o mesmo propulsor, porém com a potência elevada para 231 cv. O câmbio automático é o mesmo em todas as configurações, com 8 marchas e fornecido pela japonesa Aisin.

A expectativa, segundo a BMW, é comercializar de 200 a 250 unidades por mês do novo X1, sendo que a opção sDrive20i X-Line deve responder por 50% do volume total, seguido pela sDrive20i GP com 35% e a xDrive25i com os 15% restantes.

A melhor opção

Ao volante o X1 mantém a boa dinâmica dos modelos BMW, com a direção extremamente precisa e a carroceria firme, sem oscilar muito mesmo em curvas que permitem velocidades maiores.

Nas unidades com tração dianteira, só notamos uma leve tendência ao subesterço, a famosa “saída de frente”, mas nada que preocupe. O X1 xDrive25i, por sua vez, mostra-se mais agarrado ao chão nesse ponto, até mesmo por ser amparado pela tração integral.

Com três opções de ajuste de chassi (motor, suspensão e câmbio) entre os modos Eco Pro (economia de combustível), Comfort e Sport, para quem gosta de acelerar é sempre bom priorizar o terceiro deles. No ajuste em questão, o X1 trabalha de forma mais agressiva, em especial na versão com 231 cv, que se mostra mais desenvolta na hora de acelerar. Apesar de responder pela menor parte no mix de vendas, ela mostra-se a opção mais interessante do SUV. 

A partir do próximo mês a gama X1 sairá da fábrica da BMW em Santa Catarina, quando ela também passará a aceitar etanol no tanque de combustível. Com o Mercedes-Benz GLA e o Audi Q3 também próximos de ganhar a nacionalidade brasileira, o segmento promete boas surpresas ao longo deste ano.

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