Novo EcoSport surpreende pela modernidade

Segunda geração do jipinho da Ford surge como um dos carros mais avançados do Brasil

Thiago Vinholes, de Natal (RN) | 6/8/2012 10:30

Ford EcoSport 2013 FreeStyle 1.6 16V flex 4p manual

Dados técnicos
Preço
R$ 59.990
Capacidade
5 passageiros
Velocidade máxima
180 km/h
0 a 100 km/h
12,5 s
Consumo urbano
10,2 km/l
Potência
110 cv
Torque
15,7 kgfm
Porta-malas
362 litros
Veja ficha técnica completa

A Ford não brincou em serviço quando decidiu desenvolver a segunda geração do EcoSport. Mas desta vez o trabalho não seria criar um veículo apenas para o consumidor brasileiro e nossos vizinhos “hermanos”. A missão da vez era global e envolveria praticamente todas as divisões da montadora pelo mundo para idealizar um produto para mais de 100 países. Para isso, foram reunidos mais de 800 engenheiros e designers da montadora nos quatro cantos do planeta e o resultado, de imediato, agrada.
 
O novo EcoSport é talvez o carro mais esperado do ano, afinal trata-se do veículo pioneiro da moda “aventureiro urbano”. O modelo surgiu em 2002 como uma opção acessível de SUV, tanto em preço quanto no porte, por isso fez sucesso, emplacando mais de 700.000 unidades desde sua estréia. Mas nem tudo dura para sempre e a Ford teve de literalmente reinventar esse que hoje é um de seus principais produtos.

Saiba mais sobre o novo Ford EcoSport
 
“O novo EcoSport estabelece um novo padrão de qualidade para a categoria e também para indústria brasileira”, apontou Marcio Alfonso, diretor de engenharia da Ford, durante a apresentação técnica do carro à imprensa. E o executivo falou com pompa e muita razão. A segunda geração do jipinho desponta como um dos carros mais (se não o mais) modernos já fabricados na história da indústria brasileira.
 
A Ford vai além e diz, ignorando marcas de alto padrão, que o novo Eco é um dos carros mais avançados do mundo. Claro que é um exagero, ainda mais ao notar falhas no acabamento do carro, que segue a típica receita brasileira de utilizar matérias de acabamento um tanto, digamos, “toscos”. A cabine tem peças mal encaixadas, plásticos com rebarbas, partes assimétricas e um forte cheiro de plástico. Mas ele compensa em outros pontos e com estilo, algo que vai fazer a concorrência se coçar e muito.
 
O EcoSport 2013 é o primeiro carro fabricado no Brasil que já traz uma lista de equipamentos de série digna de uma BMW ou Mercedes-Benz. Ele vem com airbags, freios ABS, controles eletrônicos de estabilidade e tração, assistente de partida em rampas e declives e até o sistema de entretenimento SYNC da Microsoft, com rádio CD-player, conexão Bluetooth para celular, entrada USB para iPod e auxiliar, tela de 3,5 polegadas e comandos de voz em português, espanhol e inglês. É um arraso!
 
Vou de EcoSport 1.6
 
As três primeiras versões do novo EcoSport – S, SE e Freestyle – são impulsionadas pelo já conhecido motor 1.6 16V da família Sigma, capaz de gerar 115 cv com etanol e 110 cv e o câmbio é manual de 5 marchas, com ótimo acerto, algo que a Ford faz bem. Nessa versão, embora não tenha muito vigor em retomadas, o carro é agradável de guiar. Lembra muito o New Fiesta (que tem o mesmo motor), só que mais alto.

Veja também: Ford Focus entra na linha 2013
 
A suspensão conta com bom acerto, deixando o veículo sempre estável e firme na estrada, e a direção elétrica é um conforto extra. Esse item facilita as manobras e ainda torna as respostas do volante mais rápidas e diretas, contribuindo ainda mais para a boa sensação de dirigibilidade. Mas há do que reclamar: o nível de ruído do motor e do ar-condicionado é alto e o consumo de combustível (o carro estava abastecido com gasolina) não passou dos 7 km/l, segundo medição do computador de bordo.
 
Vou de EcoSport 2.0
 
Com o motor 2.0 16V da linha Duratec – o mesmo do Focus – o EcoSport fica mais confortável e interessante de conduzir. O bloco gera 147 cv com etanol e 141 cv com gasolina, números que tornam o carro mais seguro em momentos de retomadas e arrancadas. Por trabalhar com mais “folga”, esse propulsor também emite menos ruído, mas o consumo é inevitavelmente mais alto na comparação com o “beberrão” Sigma.
 
Essa opção de propulsor está disponível no EcoSport nas séries Freestyle e Titanium, o top de linha e “superequipado” – ele tem extras como airbags laterais, bancos de couro, ar-condicionado digital, partida sem chave, sensor de chuva e estacionamento, entre outros.

Boa estratégia de preços
 
O novo EcoSport não é barato, já vamos avisando, mas ele também, pelo que oferece desde a primeira versão, está longe de ser um absurdo. A série de entrada 1.6 S começa em R$ 53.490, valor R$ 2.870 mais alto que o da série de acesso anterior, que vinha sem uma série de equipamentos que agora são de série do modelo 2013, principalmente itens de segurança, algo que o brasileiro ainda não se importa muito (mas deveria!).

O detalhe é que os preços divulgados neste momento podem não valer quando o modelo chegar, de fato, às lojas, em setembro. É que no final do mês o governo pode não prorrogar o desconto no IPI e aí os valores serão mais salgados. Como não há mais pré-venda, resta torcer.

Para quem esperava pelas versões automática e 4x4 boas novas. As duas devem chegar ao mercado no final do ano e a transmissão que equipará o novo EcoSport será a Powershift, de dupla embreagem, sistema consagrado no mundo inteiro.
 
A marca ainda não divulga dados de volume de venda esperado, mas afirma estar segura em retomar a liderança da categoria, hoje nas mãos da Renault com o Duster. Já as versões mais equipadas ficaram tão boas que estão aptas a competir com modelos de um padrão mais elevado, como o Hyundai ix35. É, a concorrência vai ter muito trabalho.

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