Novo Picanto melhora onde era fraco

Compacto da Kia ganhou motor flex mais potente e seu design agora dita moda

Thiago Vinholes | 27/8/2011 11:28:00

Kia Picanto 2011 1.0 12V flex 4p automático

Dados técnicos
Preço
R$ 35
Capacidade
5 passageiros
Velocidade máxima
0 km/h
0 a 100 km/h
0 s
Consumo urbano
0 km/l
Potência
77 cv
Torque
9,6 kgfm
Porta-malas
290 litros
Veja ficha técnica completa

Ninguém apostaria R$ 1 nos anos 1990 que a Kia Motors, então conhecida pela van Besta no auge das lotações irregulares, chegaria ao posto de uma marca desejada. “As pessoas hoje querem os carros da Kia como querem também os de outras marcas sofisticadas”, aposta hoje, com muitas fichas na mesa, José Luiz Gandini, o presidente da montadora no Brasil. A porta de entrada para este mundo coreano continua sendo o Picanto, mas desta vez renovado de uma ponta a outra e com novidades mecânicas.

Lançado em 2006, a primeira geração do compacto só não fez mais sucesso no Brasil por conta da limitação do volume de carros da Kia trazidos ao Brasil. “Disputamos as exportações da Coreia com mais de 170 países e todas as fábricas ficam por lá”, revelou Gandini na apresentação do Picanto 2012, cujo volume de vendas projetado para até o final de 2011 é de 6.000 unidades. “No ano que vem queremos vender 18.000”, afirmou o presidente. Qualidades e, sobretudo preços competitivos, o lançamento têm para tal.

A versão com câmbio manual começa em R$ 34.900 e sobe para R$ 39.900 na versão equipada com teto solar, 6 airbags, freios ABS, farois de leds... Aliás, equipamentos não faltam, nem na série de entrada, que já traz itens como faróis de neblina, rádio com CD/MP3 Player e plug USB e para iPod, airbag duplo frontal, e por aí vai. O compacto também segue com opção de transmissão automática, a partir de R$ 39.900 (R$ 44.900 completo).

Os valores e as dimensões do novo Picanto o levam a brigar com os compactos populares nacionais, segmento onde reinam VW Gol e Fiat Uno, falando apenas dos ponteiros. Entretanto, eles não possuem o mesmo aprofundamento tecnológico e estético do novo “carrinho” da Kia. Sorte de VW, Fiat e companhia que a Kia não traz mais carros para o país.

Motor flex inovador

A primeira linha do Picanto ficou conhecida no Brasil justamente por ser um dos carros mais econômicos do pedaço, mas só bebia a gasolina. O modelo 2012 não só pode ser abastecido com etanol, como também tem uma concepção inovadora. O bloco 1.0 tem apenas 3 cilindros - o mais comum por aqui são motores quatro cilindros. Segundo a Kia, ele rende 80 cv a 6.200 rpm e torque máxima de 10,2 kgfm. São bons números para um carro de 970 kg.

A experimentação do carro foi realizada no autódromo particular da Fazenda Capuava, em Indaiatuba (SP). É um pista “travada”, na linguagem dos pilotos, o que reflete um circuito com muitas curvas fechadas e alguns trechos de alta velocidade. Não é bem o habitat do Picanto, mas serviu para mostrar a garra do modelo reprojetado.

Nas curvas o compacto agarra bem no asfalto, desde que o traçado seja feito corretamente, e a suspensão não dá sustos em saídas de curvas rápidas, como uma sequencia de “S” presente na pista. Já o 80 cv do motor são suficientes para empurrar o veículo (com dois ocupantes) até o 120 km/h com tranquilidade. Acima dessa velocidade, o ronco do motor, que já é diferente, inevitavelmente soará mais alto como qualquer outro carro deste segmento.

O comportamento do Picanto também varia bastante de acordo com o câmbio. O automático é mais pacato, ideal para quem dirige muito, em especial na cidade. Essa caixa possui 4 marchas e as trocas são suaves. Já o Picanto manual (com 5 marchas) é mais “espertinho” com a primeira e segunda marcha curtíssimas. É agradável de guiar, passando a impressão e segurança de um carro maior.

Mas a praia do Picanto é a cidade, onde ele realmente mostra a que veio. Voltado para o baixo consumo, o modelo manual, com etanol, percorre 9 km/l na cidade e 15 km/l em ciclo rodoviário, fechando a média de 12 km/l. Com câmbio os números baixam 1 km/l.

Carro “fashion”

Ter um carro da Kia hoje em dia é outra história. A marca se tornou, e continua avançando, no ramo cult e já goza de status de grife. O “estilista”, no caso, é o alemão Peter Schereyer, que colocou a Kia no mapa com carros de desenho inovador e que vem marcando presença no mundo inteiro. O designer tem no currículo uma longa e bem sucedida passagem pela Audi, onde foi fundamental na criação de modelos como o TT e o A3.

“Clientes de outras marcas estão migrando para a Kia muito por conta do visual de nossos novos carros”, banca Gandini, que confirmou ainda 10 opções de cores para o Picanto 2012 - a marca não cobra a mais pelo tons metálicos e perolizados.

O que cabe no Picanto?

O motorista vai tranquilo e o passageiro idem no Picanto 2012. Com três pessoas a bordo pode ser que o banco de algum ocupante na frente tenha de avançar. Já com quatro ocupantes ele começa a ficar (muito) apertado. Ainda cabe um quinto elemento, mas jamais faça isso durante uma longa viagem, até por que o porta-malas leva apenas 290 litros - 30 a mais que a geração anterior. Um detalhe interessante é a presença de cinto de segurança de 3 pontos em todos os assentos, o que ajudou o modelo a obter boas notas em testes de segurança.

Em suma, o Picanto, que já era bom, melhorou e não foi pouco. Melhor ainda a manuntenção dos preços em patamares razoáveis, o que é bom para mostrar à concorrência como é uma lista de equipamentos honesta e um conjunto mecânico de última geração. O modelo é certamente uma das opções mais avançadas do ramo disponível no Brasil.

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