Publicidade

oferecimento

Repaginada, Hilux quer aparecer mais

Toyota muda visual de sua linha de utilitários para seguir com força no ramo. Motores diesel não mudam, mas agora há opção flex

Thiago Vinholes | 3/11/2011 12:10

  • Mudar o tamanho da letra:
  • A+
  • A-
Compartilhar:

Toyota Hilux 2011 SRV TOP 3.0 16V diesel 4p automático 4x4

Dados técnicos
Preço
R$ 141.920
Capacidade
5 passageiros
Velocidade máxima
0 km/h
0 a 100 km/h
0 s
Consumo urbano
0 km/l
Potência
163 cv
Torque
35 kgfm
Porta-malas
litros
Veja ficha técnica completa

O mercado brasileiro de picapes médias passa por um momento bastante agitado. A Nissan provoca os concorrentes com propagandas da Frontier, enquanto GM e Ford preparam os lançamentos da Colorado, a substituta da veterana S 10, e a nova geração da Ranger. Até a Volkswagen entrou na jogada com a Amarok que, aos poucos, vai marcando presença no segmento. No meio desse bolo, e com uma grande fatia, também existe a Toyota com a Hilux, consolidada no nicho das camionetes com motor diesel.

Segundo a fabricante japonesa, a Hilux domina 50% do ramo das picapes com motor diesel no Brasil. Em 2010 a montadora vendeu mais de 30.000 unidades do veículo nessa configuração. Mas em certos momentos também é preciso mexer em time que está ganhando. De todas as opções do nicho, o modelo da Toyota, apesar dos bons números de venda, é o mais apagado perante o que está acontecendo em seu filão. Por isso, nada como um bom facelift para reacender a chama do produto e voltar a atrair os holofotes.

Essa é a missão da linha 2012 da picape e, para cumpri-la, o time de desenhistas da montadora foi convocado para criar uma versão repaginada do veículo. Para se tornar um “carro novo” de novo, a Hilux ganhou uma grade frontal claramente inspirada no visual do Camry 2011, molduras de caixas de rodas mais avançadas e um novo padrão de cores para as lanternas – o utilitário SW4 2012 contém as mesmas alterações. A última reformulação foi em 2008.

Na cabine a novidade – somente para os modelos SRV - é o sistema multimídia com tela touch screen no painel com reprodutor de CD e MP3, além de entradas auxiliar e USB. O equipamento, porém, não tem GPS. Há também a nova versão SRV TOP, que contempla mais itens de segurança. São eles os controles eletrônicos de tração (TSC) e estabilidade (VSC) e freios ABS com auxílio de EBD (distribuição de frenagem nas rodas por demanda) e BAS (assistência em frenagem de emergência).

O pessoal da engenharia da Toyota também foi chamado para ajudar no projeto da linha 2012 da Hilux, mas eles ainda não terminaram o serviço. A montadora prepara para o primeiro trimestre do próximo ano que vem o lançamento da picape, enfim, com motorização flex. O motor 2.7 VVT-i, que antes bebia apenas gasolina, também aceitará etanol. De acordo com a fabricante, o bloco otimizado rende até 163 cv com o combustível vegetal.

Test-drive do facelift da Hilux diesel

As alterações contidas da linha 2012 da Hilux estão apenas na “casca”, por isso o desempenho do veículo não mudou uma vírgula sequer na comparação com a gama anterior. Fomos a bordo da nova série SRV TOP cabine dupla, que mantém o motor 3.0 16V turbodiesel de 163 cv a 3.400 rpm e torque máximo de 35 kgfm entre 1.400 rpm e 3.200 rpm. Pode parecer bastante potência e a faixa de torque é bastante plana, mas a picape também é bem pesada: 1.935 kg.

Essa geração da picape, quando chegou em 2005, impressionou pelo desempenho, mas as montadoras rivais já têm modelos mais fortes. O produto da Toyota também está atrás no quesito transmissão. A versão automática é daquelas que ainda usam posições fixas para a segunda e terceira marcha, além do modo L – a concorrência já possui câmbios seqüenciais. Não chega a ser ruim, mas já é algo antiquado e defasado, assim como o acionamento manual da tração 4x4 e a caixa de redução. Um simples botão seria mais apropriado para o momento.

A principal novidade da cabine, o monitor de LCD no painel, é boa de noite e ruim de dia. Ele é inclinado para o alto e não há nenhuma espécie de para-sol na parte superior, por isso quando se dirige com o sol a pino à frente do veículo não é possível enxergar absolutamente nada na bendita tela. Além disso, o novo item não combina com os mostradores (relógio e temperatura) de cristal líquido logo acima do equipamento. Eles, ao menos, são visíveis.

Caro demais

Basicamente os mesmo veículos desde 2005, a Hilux e seu par SW4 nas versões SRV TOP pegam pesado nos preços. A picape custa R$ 141.920 (é a picape mais cara do Brasil) e o SUV bate nos R$ 174.900 (mais que o novo Jeep Grand Cherokee diesel). As versões mais simples também estão longe de ser uma pechincha, mas mesmo assim seguem vendendo bem.

O sucesso, no caso, vem da confiança do consumidor na marca, ainda mais no nicho das picapes, que exige resistência de todas as partes do veículo. Nesse ponto a Toyota é respeitada como poucas marcas são no mercado. A Hilux, por exemplo, carrega há anos a fama de ser inquebrável. E realmente são raros comentários questionando a qualidade do produto.

Mas nada dura para sempre e a família Hilux atual, lançada em 2004 no exterior, já não é mais a menina dos olhos no segmento tampouco o expoente da turma. Isso já é algo que somente uma nova geração conseguiria alcançar e não a função da reestilização. Boatos apontam o lançamento da linha totalmente renovada apenas para 2014. É bom a Toyota caprichar, pois a concorrência não vai dar mole nos próximos anos.

    PESQUISE CARROS

    RANKING

    Veículos mais vendidos - abril de 2012

    Pos. Modelo Vendas
    Volkswagen Gol19.684
    Fiat Uno16.241
    Fiat Palio10.999
    Volkswagen Fox9.307
    Ford Fiesta8.631
    Fiat Strada8.590
    Chevrolet Celta7.583
    Renault Sandero6.828
    Chevrolet Corsa Sedan6.531
    10ºVolkswagen Voyage5.864
    Veja ranking completo