Sandero com motor Hi-Power grita na proporção em que anda

Novo propulsor 1.6 8V dá fôlego ao modelo da Renault para enfrentar concorrência que está prestes a chegar

Jair Oliveira | 27/8/2012 13:00

Renault Sandero 2013 GT-Line 1.6 8V flex 4p manual

Dados técnicos
Preço
R$ 38.470
Capacidade
5 passageiros
Velocidade máxima
177 km/h
0 a 100 km/h
11,5 s
Consumo urbano
0 km/l
Potência
98 cv
Torque
14,5 kgfm
Porta-malas
320 litros
Veja ficha técnica completa

A briga entre os hatches compactos está cada dia ficando mais acirrada. Nomes de peso, como Fiat Palio e Punto e Volkswagen Gol e Fox acabaram de se renovar. Outros como Toyota Etios e Hyundai HB20 prometem chegar “apavorando” – ou pelo menos tentando apavorar – quem já é integrante desse segmento.

Para não sair perdendo e tentar segurar a quinta colocação no ranking de vendas, a Renault também não ficou parada e tratou de aprimorar a parte mecânica do Sandero na linha 2013. O modelo passa a ser equipado com o novo motor Hi-Power 1.6 8V, que chega para substituir, de uma só vez, o antigo Hi-Torque de mesma cilindrada com 8V e o Hi-Flex de 16V – esse último apenas nas versões manuais.

Sobre as diferenças, a marca garante que são muitas, a começar pela quantidade de peças novas ou retrabalhadas: no total foram 51. Entre as principais mudanças estão uma nova central eletrônica, a adoção de bielas forjadas com novo aço, mais resistente e mais leve, o aumento da taxa de compressão, que passou de 9,5:1 para 12:1, além de novo corpo de borboleta com quinto bico injetor de seis furos.

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Para explicar melhor o que isso significa, segundo a marca, o modelo passou a oferecer mais torque em baixas rotações – 85% dele já disponível a partir dos 1.500 giros – e, além disso, houve ganho de potência, agora são 106 cv com etanol e 98 cv com gasolina, ante os 98 cv e 95 cv, respectivamente, do Hi-Torque.

iG Carros teve a oportunidade de testar as versões Privilège, Stepway e a estreante GT-Line do Sandero equipadas com esse novo propulsor e conta a vocês o que realmente mudou na prática.

Tem para todos os gostos

Esteticamente, a linha 2013 do Renault Sandero não mudou em nada. O carro continua com o mesmo desenho do facelift apresentado em 2011, que, para uns, é lindo e maravilhoso, mas para outros ... Talvez para esse último grupo seja bom lembrar que, se o desenho não agrada, o hatch compensa com um ótimo espaço interno e, agora, com o novo motor Hi-Power.

Durante o percurso, que misturou trecho rodoviário com urbano, todas as versões do hatch andaram bem. Mostraram que tinham fôlego para subir ladeiras e tiveram disposição para ganhar velocidade. Ponto para o trabalho de engenharia.

A versão GT-Line tem uma pegada mais nervosa e, em alguns aspectos, faz jus à voz de “macho” empregada em seu comercial, isso porque o carro vem com visual diferenciado, composto por spoiler dianteiro, saias laterais, defletor de ar traseiro, faróis com máscara negra e outros itens que o deixam com aspecto mais agressivo.

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Além disso, sua suspensão é mais dura e a carroceria inclina menos que nas outras variantes. O acabamento interno abusa do vermelho, cor que está presente nos cintos, nos bancos, no painel e na costura do volante e do câmbio, por exemplo.

A Privilège foi a mais comportada de todas. Confortável e gostosa de dirigir são alguns dos adjetivos que podem ser empregados a ela. Também foi o modelo testado que estava mais completo, com retrovisores e os quatro vidros elétricos, airbag e ABS, além de comandos do som na coluna de direção.

Já na Stepway, por vezes tivemos a sensação de estar flutuando, resultado da suspensão 5 cm mais elevada. Além disso, a carroceria inclinou bastante nas curvas, mas no geral o hatch se saiu bem, principalmente em trechos com pista irregular e cheia de buracos.

Alguns itens merecem elogios, como o volante que tem boa pegada e é revestido em couro, e o som, que é equipado com sistema bluetooth com streaming que é capaz de reproduzir as músicas da biblioteca do celular.

Mas como nem tudo são flores, todos mostraram pontos negativos, alguns que poderiam ter sido corrigidos pela própria Renault. Um deles diz respeito ao motor que, assim como o seu antecessor, grita mais que o Bernardinho em dia de final de mundial de vôlei masculino - isso após atingir os 3.000 giros.

Outro ponto é o acabamento interno, que abusa no uso de plástico e tem algumas peças mal encaixadas. Além disso, os comandos dos vidros elétricos nas portas traseiras (presentes apenas na versão Privilège) estão mal localizados. Durante o percurso todos os ocupantes reclamaram porque esbarraram o cotovelo no botão e abriram o vidro sem querer.

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Mas uma das coisas que merece mais destaque é o câmbio. Ele até está bem escalonado, mas não é dos mais precisos.

Por incrível que pareça, os preços das versões GT-Line e Privilège começam em R$ 38.470, a diferença é que o primeiro vem recheado de equipamentos, como duplo airbag dianteiro, freios ABS, terceiro encosto de cabeça traseiro e volante revestido em couro, e o segundo não. Já o Stepway parte de R$ 40.660 e vem com o essencial - vidros dianteiros elétricos, direção hidraúlica e ar-condicionado, por exemplo.

Curiosamente, as variantes equipadas com câmbio automático permanecem, pelo menos por enquanto, sendo equipadas com o motor Hi-Flex 1.6 16V. Vale lembrar ainda que uma nova geração do Sandero já está em gestação na Europa e isso quer dizer que podemos esperar uma grande mudança para os próximos anos no Brasil também.

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