Mitsubishi rechaça vinda do compacto Mirage para o Brasil
'Trazer um compacto é mais complicado do que se pensa', aponta diretor da marca no país; 'temos conversas com o governo sobre carros elétricos', afirma
Crescendo no mercado brasileiro e com uma ambiciosa meta de vender 100 mil carros por ano a partir de 2015, a Mitsubishi vem trilhando sua evolução na base da cautela. “Nossos passos são lentos, mas muito bem planejados. O Brasil é um mercado que requer atenção”, contou Reinaldo Muratori, diretor de engenharia da marca, ao iG Carros durante a apresentação da linha 2013 da picape L200 Triton em Mogi Mirim (SP) nessa terça-feira (19).
Segundo Muratori, o próximo passo da marca no país é a produção dos modelos ASX e Lancer em Catalão (GO), em 2013 e 2014, pela ordem.
“Nosso foco está na produção nacional do ASX e o Lancer. Também faz parte do plano a construção de uma fábrica de motores, que fará o bloco 2.0 para os dois carros. Nacionalizar o Outlander também é outro plano”, revelou o diretor. “Não vamos trazer mais carros importados, o momento econômico do Brasil não é propício e nosso line-up já é bem completo”, salientou Muratori, que também descartou o compacto Mirage da atual estratégia da Mitsubishi no Brasil.
“Na última vez que falei sobre o Mirage à imprensa cravaram que ele seria produzido em Catalão em 2014. Mas não é bem assim. Ainda não temos plano nenhum para esse carro”, contou o diretor, rechaçando a chegada do principal produto global da Mitsubishi para mercados emergentes – ele já é oferecido na Ásia e caminha para ser lançado na Europa.
“Claro que o Mirage nos interessa, pertence a uma categoria com muito volume no Brasil. Mas não é uma operação tão simples. Envolve adaptação de toda rede, investimento em marketing de reposicionamento de marca, fornecedores... Teríamos que fazer até uma nova fábrica”, completou Muratori.
Carros elétricos no Brasil
Sem fazer muito barulho, a Mitsubishi ensaia levar o ramo de carros elétricos mais a sério no Brasil. “Temos conversas com o governo em andamento. É preciso reduzir os impostos nessa área para viabilização da tecnologia”, explicou o diretor.
Com a atual política taxativa, o preço do iMiEV, modelo elétrico que a marca já testa no Brasil, pode bater nos R$ 200.000. “A tributação para esse tipo de carro está totalmente errado. O IPI, por exemplo, é o mesmo cobrado para de geladeiras importadas”, finalizou Muratori.
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