Renault Clio terá reestilização e Scénic voltará

Presidente da marca no Brasil falou com os jornalistas em Paris e comentou os planos da marca para os próximos anos

Ricardo Meier | 1/10/2010 13:02:00

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Dacia Duster

É uma situação de vai ou racha. A Renault precisa mostrar a que veio no Brasil. Embora seja a 5º marca mais vendida do país, atrás apenas das quatro grandes, a montadora sabe que o aumento da competição e o envelhecimento da linha podem acabar com essa suposta vantagem. Suposta porque na visão do presidente mundial do grupo Renault-Nissan, o brasileiro Carlos Ghosn, a filial brasileira precisa ter 10% do mercado – hoje tem pouco mais de 6%, sendo 5,6% da Renault.

É esse o desafio que Jean-Michel Jalinier, presidente da Renault do Brasil, terá pela frente a partir de agora, conforme disse aos jornalistas presentes ao Salão de Paris. Os dois primeiros passos dessa empreitada estão definidos, o novo sedã Fluence e o crossover Duster, este um derivado do Logan e do Sandero. O primeiro começará a ser vendido em fevereiro e o segundo, em setembro de 2011.

Dacia do Brasil

Por falar em Logan, Jalinier negou que a Renault seja uma espécie de Dacia brasileira já que seus dois produtos de maior sucesso são vendidos na Europa por essa marca romena. Segundo ele, tanto o Logan quanto Sandero são mais sofisticados que seus congêneres europeus. E que o Duster brasileiro será bem melhor que o feito pela Dacia.

Seria muito bom porque o iG Carros conheceu nesta sexta-feira o Duster romeno e a impressão foi ruim. O modelo tem o mesmo interior simples do Sandero, mas sem nada que disfarce isso. Lembra os primeiros EcoSport, criticados pelo excesso de plástico. Já o Fluence tem linhas elegantes e um interior mais conservador, mas nada que empolgue o dono de Civic e Corolla a trocá-los por esse francês naturalizado argentino.

Ainda bem que a Renault tem na manga um plano de investimento para os próximos cinco anos que engloba novos modelos nacionais. Embora não tenha revelado esses planos, Jalinier deu a entender que a montadora entrará em novos segmentos como o de hatches médios e um novo popular.

Enquanto isso, o Clio, produzido na região desde 1999, continua no mercado e terá uma reestilização em breve, disse o executivo. Ele também confirmou que a marca não deixará os clientes da velha Scénic órfãos e para isso importará a Scénic III, presente no salão parisiense. Já a perua Mégane Grand Tour continuará sendo fabricada, contrariando a tendência de queda nas vendas.

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