Por dentro do novo Honda Fit

iG conheceu de perto a nova geração do monovolume, que chega ao Brasil em abril

Thiago Vinholes, de Detroit (EUA) | 16/1/2014 10:02

Foto: Thiago Vinholes Veja galeria em tamanho maior

Novo Honda Fit

O novo Honda Fit é um dos carros mais disputados no Salão de Detroit. Engenheiros chineses e coreanos estão a todo momento medindo o carro e tirando fotos de detalhes e peças, enquanto jornalistas europeus e americanos fazem filas para filmar ou tirar alguma foto do carro de perto. Na base de empurrões, o iG conseguiu chegar perto da novidade, que começa a ser vendida no Brasil ainda no primeiro semestre de 2014, primeiro até que nos EUA, onde o lançamento acontecerá apenas no final deste ano.

Na terceira geração o Fit ganhou visual mais arrojado, com linhas pronunciadas nas laterais e conjunto óptico mais extravagante. O formato básico do carro, contudo, continua o mesmo desde a primeira linha, assim como as dimensões. No geral, agrada, pois passa uma impressão de modernidade e ele ainda tem um “que” esportivo.

Ao entrar no carro, porém, um espanto. Os materiais de acabamento são pobres, com plásticos de qualidade questionável e com cheiro forte, que lembra solvente. Parece até os materiais usados em modelos de acesso de marcas como Chevrolet e Ford no Brasil, que têm pouquíssimo cuidado com refinamento. O tecido dos bancos também transmite uma sensação de fragilidade. Mas essa é a Honda dos EUA, e o padrão de qualidade, como se vê até em outros modelos, realmente deixa a desejar porque lá esses modelos são o que aqui chamamos de compacto.

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No Brasil, felizmente, o Fit vai seguir o padrão de acabamento do modelo japonês e europeu, que é bem melhor. O preço, porém, será bem mais alto. Enquanto o modelo norte-americano será vendido por cerca de US$ 12 mil (aproximadamente R$ 28 mil), o modelo nacional não custará menos de R$ 45 mil (ou até mais).

Interior tímido

Enquanto a parte externa do novo Fit é um exemplo de ousadia bem formulada, o interior segue o caminho oposto. A maioria dos itens de destaque da linha anterior foram retirados da terceira geração. Os portas-copos nas extremidades do painel foram abandonados e em seu lugar entrou um compartimento rebatível e bem menor. Os controles do ar condicionado, antes dispostos de forma assimétrica e circulando o aparelho de som, agora foram alinhados abaixo da central multimídia. Ficou sem graça.

Volante e cluster de instrumentos não mudam nada e não receberam funções extras. Há, porém, dois novos itens de destaque na cabine: a ignição por botão, o que indica a vinda de uma chave presencial, e a função Econ, já vista em outros carros da Honda. Essa função altera o funcionamento do motor, câmbio e ar condicionado para poupar combustível. Segundo a montadora, a economia pode chegar a 5%.

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