Novo Golf deverá chegar ao Brasil via México

Volkswagen confirma intenção de produzir sétima geração em fábrica mexicana

Ricardo Meier, de Paris | 26/9/2012 21:01

Martin Winterkorn, CEO da Volkswagen (à esquerda) e o novo Golf: perto do Brasil

Se for confirmada sua produção no México, o novo Golf deverá ser importado de lá para o Brasil. A Volkswagen revelou a sétima geração do hatch em Paris, num evento próprio um dia antes da abertura do Salão de Paris.

O modelo começa a ser produzido em breve na Alemanha e depois será lançado na Ásia (de olho no mercado chinês) e, provavelmente, no México visando o mercado americano, revelou uma fonte da empresa nesta quarta-feira.

Outra fonte na VW disse ao iG que, caso venha a mesmo a ser produzido no México, o caminho natural é “que ele seja importado para o Brasil”. A montadora alemã já produz alguns parentes próximos do Golf por lá, o sedã Jetta e a perua Jetta Variant, embora menos modernos que o hatchback.

Com linhas que preservam a personalidade dos seus antepassados, o novo Golf, no entanto, ousou um pouco mais no estilo se comparado à mesmice que se abateu em outros automóveis da linha. “Culpa” de Giorgetto Giugiaro, dono do estúdio Italdesign que foi comprado pela Volks há alguns anos.

A frente, embora mantenha os traços retos da marca, possui um filete cromado que corta faróis e grade, além de um belo para-choque estilizado. A traseira, por sua vez, usa lanternas estreitas que reforçam a elegância do seu desenho. Até o painel traz novidades no visual, embora sutis.

A versão mostrada pela Volks no evento é a Bluemotion, capaz de rodar 31,3 km com apenas um litro de combustível, no caso diesel, o que a restringe seu mercado principalmente a Europa, que estimula essa motorização.

Híbrido plug-in

O teor ecológico do Golf não para por aí. Martin Winterkorn, o todo poderoso presidente da fabricante, prometeu para 2014 uma versão híbrida plug-in: “enquanto nossas rivais reduziram seus projetos de modelos ecológicos nós acreditamos neles e continuamos investindo para torná-los realidade”, disse.

No entanto, comparada às novidades da edição de 2010, a apresentação teve menos o que mostrar. O lançamento mais interessante depois do Golf VII foi o Panamera Sports Turismo, um belo cupê que abriu a festa, mas depois desapareceu.

A Volks aproveitou para mostrar sua mais nova marca, a Ducati, fabricante italiana de motocicletas, adquirida no ano passado, e também demonstrar que está preocupada com a crise financeira que abate a Europa, sobretudo a península ibérica. De lá, a empresa trouxe dois funcionários de um novo programa de capacitação profissional para provar que está ajudando Espanha e Portugal a se recuperar. Nada mal para um grupo do país mais rico da União Europeia.

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