Com proposta de SUV compacto, modelo terá motor 1.5 do Fit. Conheça o Honda WR-V e quais são os planos da marca para o SUV de entrada

Com cara de versão aventureira do Fit, o Honda WR-V começa a ser produzido no início de 2017 em Sumaré (SP), chegando as lojas ainda no primeiro semestre.
Nicolas Tavares/iG Carros
Com cara de versão aventureira do Fit, o Honda WR-V começa a ser produzido no início de 2017 em Sumaré (SP), chegando as lojas ainda no primeiro semestre.

Facilmente uma das estrelas do Salão do Automóvel deste ano, o Honda WR-V era um dos modelos mais esperados. Embora a Honda trate o carro como um SUV compacto, é difícil olhar para ele e não ter a clara impressão de que é um Fit aventureiro, criado pela equipe de Pesquisa e Desenvolvimento da Honda Automóveis do Brasil. Será lançado no início de 2017, quando começa a produção na fábrica em Sumaré (SP).

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Ainda fazendo mistério sobre a motorização do Honda WR-V , a fabricante falou apenas sobre a aparência do carro, com destaque para a parte da frente. A grade tem formato hexagonal, cruzada pela asa cromada que interliga os faróis (e que faz um formato em V, característica da atual identidade da marca). O tamanho da grade, combinado ao desenho do para-choque dianteiro, ajuda a dar um aspecto mais robusto.

A traseira será polêmica. Utiliza o mesmo desenho básico do Fit, com uma diferença importante nas lanternas, que invadem a tampa do porta-malas. Foi uma forma de deixá-lo diferente do hatchback urbano, mas que irá gerar muita discussão. Não revelaram o interior, mas não espere por nada muito diferente. O mais provável é que usem o design do Fit ou do HR-V, para aproveitar as peças, ganhando volume e mais rapidez na linha de produção.

Coração de Fit

Sob o capô deve aparecer o motor 1.5 de 116 cv do Fit, trabalhando com o câmbio CVT.
Nicolas Tavares/iG Carros
Sob o capô deve aparecer o motor 1.5 de 116 cv do Fit, trabalhando com o câmbio CVT.

Mesmo que tenha escondido a mecânica, é certo que terá o mesmo motor 1.5 i-VTEC de 116 cv a 6.000 rpm e 15,3 kgfm de torque a 4.800 rpm, com etanol, em conjunto com o câmbio CVT. Novamente, a ideia é custo, sem gastar demais com um novo motor exclusivo para o modelo e ganhando volume na produção do 1.5. Além do mais, como irá concorrer com os utilitários mais baratos, não irá precisar de uma versão mais potente – quem quiser algo mais forte, pode partir para o HR-V.

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O plano é atacar os outros SUVs compactos que ficam abaixo dos R$ 80 mil, como Ford EcoSport e Renault Duster, deixando o HR-V como uma opção premium dentro do mesmo segmento. É a mesma estratégia que a Renault irá adotar com o lançamento do Captur, deixando o Duster como a opção mais em conta. O valor final deve ficar pouco acima dos R$ 70 mil na versão de entrada, enquanto a configuração mais completa passará dos R$ 75 mil, para se distanciar do Fit EX topo de linha, atualmente vendido por R$ 73.800.

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