Crise faz com que Ford Fiesta opte por reestilização ao invés de novo modelo. Descubra o que irá mudar no design e na mecância do Ford Fiesta renovado

Eis a sétima geração do  Ford Fiesta. No Brasil, teremos algo parecido no design, mas  com a mesma base do atual
Divulgação/Ford
Eis a sétima geração do Ford Fiesta. No Brasil, teremos algo parecido no design, mas com a mesma base do atual

O momento ruim do mercado brasileiro, aliado à baixa procura pelo modelo e à canibalização pelo Ka, fazem com que o Ford Fiesta nacional tenha um destino bem diferente do resto do mundo. Enquanto a Europa conheceu a sétima geração do hatchback, em novembro de 2016, por aqui o compacto irá manter a mecânica atual, passando por uma segunda reestilização, para que passe a contar com um design  mais atual. 

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Essa mudança de design do Ford Fiesta brasileiro deve acontecer em breve – possivelmente entre o final de 2017 e começo de 2018. Nossos amigos do Autos Segredos  receberam imagens do hatch rodando em testes, escondendo a frente e a traseira. Terá a nova grade, parecida com a do modelo europeu, um pouco menor na vertical e ligeiramente diferente no formato. Os faróis também são menores e perdem aquele efeito curvo quando chega perto do para-brisa.

Em testes no Brasil, o Ford Fiesta renovado irá receber o motor 1.5 Dragon de três cilindros, no lugar do 1.6 Sigma
Reprodução/Autos Segredos
Em testes no Brasil, o Ford Fiesta renovado irá receber o motor 1.5 Dragon de três cilindros, no lugar do 1.6 Sigma

Uma das diferenças de design para o Fiesta nacional é o para-choque. Ainda de acordo com o Autos Segredos,  ao invés de adotar o desenho europeu, deve ter linhas mais próximas do Ka, tanto na entrada de ar quanto na área dos faróis de neblina – que devem manter o formato arredondado. Na traseira, teremos novos itens como para-choque e lanternas, com o mesmo formato que as atuais,  mas com filetes em LED e novo desenho interno.

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A cabine terá mudanças mais profundas. Sai o ultrapassado sistema Sync, para dar espaço ao novo Sync 3, com tela sensível ao toque para a central multimídia. Assim como no EcoSport renovado, a nova tela saltará do painel, como se fosse um tablet . O revestimento também deve mudar, com novos tipos de tecidos.

Novo 1.5 Dragon

Outra mudança que acontece no EcoSport e que virá ao Fiesta é a troca de motor. Sai de cena o 1.6 Sigma, substituído pelo novo 1.5 Dragon. Com três cilindros, deve ter potência na casa dos 130 cv e mais de15 kgfm de torque, valores que o deixam bem próximo do desempenho do 1.6. Outra mudança é que, finalmente, contará com o 1.0 EcoBoost em outras configurações – hoje em dia é vendido apenas na versão topo de linha. O lado ruim é que manterá o câmbio automatizado PowerShift.

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E quanto ao novo Ford Fiesta? Apesar dessa mexida no hatchback nacional, a fabricante ainda estuda trazer a nova geração ao Brasil. Porém, irá demorar, pois planejam o lançamento apenas quando o mercado estiver melhor – o que, se considerarmos o ciclo de recuperação da crise que outros países sofreram, deve acontecer apenas em 2021. 

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