Com investimento de R$ 1,5 bilhão, General Motors produzirá utilitário esportivo para entrar com mais força na briga dos utilitários esportivos

Difícil de emplacar, o Chevrolet Tracker ainda não é a resposta da General Motors à moda dos SUVs compactos
Divulgação/General Motors
Difícil de emplacar, o Chevrolet Tracker ainda não é a resposta da General Motors à moda dos SUVs compactos

Está tudo pronto para a General Motors anunciar uma expansão da fábrica em Gravataí (RS), que não só irá aumentar a capacidade de produção dos Chevrolet Onix e Prisma, como adicionar um SUV compacto à linha de montagem. Será fruto de investimento de R$ 1,5 bilhão, e que chegará às concessionárias apenas em 2020, de acordo com informações obtidas pelo jornal Zero Hora.

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Segundo a publicação, a expansão de Gravataí faz parte de uma negociação da General Motors com o governo gaúcho para conseguir incentivos fiscais. Na semana passada, a Assembleia do Rio Grande do Sul aprovou um projeto de lei que altera o Fundo Operação Empresa do Estado do Rio Grande do Sul (Fundopem-RS) para a criação de um programa de incentivos para novas empresas. A fabricante teria prometido, além da ampliação de sua fábrica, trazer cinco grandes empresas para o estado gaúcho, duas delas chinesas.

Detalhes sobre o que será feito na fábrica ainda são segredos, mas tudo indica que seja um SUV compacto, área na qual a Chevrolet vem encontrando dificuldades para entrar. O Tracker, reestilizado recentemente, é limitado pelas cotas de importação do México e, apesar de ter um preço competitivo para o segmento, é um dos que menos vende, com 4.825 unidades emplacadas desde janeiro – ganha apenas das 4.354 unidades do Renault Captur, lançado em fevereiro e que acaba de ganhar a versão 1.6 CVT, justamente a que mais deve vender.

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Produzir o Tracker em Gravataí será relativamente simples. O crossover usa a plataforma GSV, a mesma da dupla Onix e Prisma, o que facilita muito sua fabricação na mesma linha. Porém, o plano é que seja um modelo mais barato, para brigar com Ford EcoSport e Renault Duster no segmento mais baixo, deixando o Tracker como a opção premium na casa dos R$ 90 mil.

Novo Onix

Outro motivo para renovar Gravataí é o início do investimento na próxima geração do Onix. Após duas tentativas frustradas, a marca prepara um novo projeto para uma grande linha de carros de baixo custo, desta vez desenvolvida junto à sua parceira chinesa SAIC. A data de 2020 coincide com os oito anos de vida tanto do Onix quanto do Tracker (lançados em 2012), momento em que trocariam de geração, justificando o aporte sem que seja para apenas um veículo novo.

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