Sedã da linha 2016 evolui e mostra que tem qualidades de sobra na briga com os concorrentes

Levar um sedã compacto para casa pode não dar o mesmo sinal de status que daria algum modelo médio ou grande. Você também corre o risco de não ter o mesmo espaço, inclusive no porta-malas, nem desempenho e conforto parecidos. Mas depois de experimentar o Hyundai HB20S Premium tive que começar a rever os meus conceitos. O carro surpreende em vários aspectos, desde o desenho arrojado, passando pela mecânica eficiente, até chegar na capacidade de levar cinco pessoas e suas respectivas bagagens, sem aperto, no porta-malas de 450 litros.

Em contrapartida, no caso da versão topo de linha Premium, o carro esbarra na questão do preço.  Dependendo do volume de equipamentos, o sedãzinho pode custar até R$ 68.665, valor que chega perto do que custam sedãs médios mais em conta, como Nissan Sentra (R$ 69.990), Renault Fluence e Mitsubishi  Lancer (ambos de R$ 73.990).  Entretanto, o HB20S Premium  tem valor compatível com o de rivais diretos como o Ford New Fiesta Sedan SE Plus (R$ 67.990). Apesar de não ter controle eletrônico de estabilidade, o Hyundai vem com itens como banco de couro, multimídia que espelha o celular (Android, iOS apenas como opcional), faróis com luzes diurnas com LEDs, seis airbags, câmbio automático de seis marchas, entre outros.

No dia a dia, o HB20S se mostrou sempre ágil e econômico. O motor 1.6 flex, rende até 128 cv e responde bem, tanto nas acelerações quanto nas retomadas, além de funcionar em harmonia com a caixa automática com opção de trocas sequenciais por toques para frente e para trás na própria alavanca. Além disso, as relações de marchas estão bem escalonadas. A 120 km/h, em sexta marcha, o conta-giros aponta em torno de 3.000 rpm, garantindo consumo relativamente baixo e um nível de ruído civilizado.

Central multimídia da versão topo de linha espelha o celular
Divulgação
Central multimídia da versão topo de linha espelha o celular

O bom acerto do conjunto também pode ser notado pela precisão com que funcionam os sistemas de direção, suspensão de freios.  O volante tem boa empunhadura, é revestido de couro e tem os principais comandos do som e do Bluetooth, além de ter o peso certo tanto em alta quanto em baixa velocidade graças à assistência elétrica. E pode acelerar que os freios sempre transmitem segurança, com ajuste preciso do acionamento do sistema pelo pedal, o que ajuda a não dar sustos em frenagens de emergência. Ponto positivo também para a suspensão que absorve bem as irregularidades do piso e mantém o carro estável nas curvas, mesmo com despretensiosos pneus 185/60R 15.  É mesmo um  sedãzinho surpreendente.

O isolamento acústico é outro item que agrada no HB20S , o que contribui com o conforto interno, assim como o acabamento adequado para um carro da categoria dos compactos e que chega a superar um pouco as expectativas por detalhes como o couro perfurado nos bancos e os apliques do tipo preto brilhante no console central.  No caso da versão Premium, existem mais boas surpresas, como os retrovisores com rebatimento automático (ideais para estacionar em vagas apertadas), repetidores de direção e LEDs também nas lanternas traseiras.

Poderiam apenas tratar de incluir algumas pequenas facilidades ligadas à ergonomia como acionamento dos comandos do computador de bordo em um botão de mais fácil acesso. No HB20S, fica no próprio painel, obrigando a tirar as mãos do volante para acioná-lo. Além disso, pelo menos na versão mais completa, que beira os R$ 70 mil, o carro deveria já vir com controles eletrônicos de estabilidade e tração. De resto, o sedãzinho é um Elantra em miniatura.

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