Com mudança no motor e direção elétrica, modelo da GM ficou mais econômico, mas deixa prazer ao dirigir meio de lado

Mesmo com uma série mudanças, a vida do Chevrolet Cobalt 2017 não vai ser fácil. No terreno dos sedãs compactos há concorrentes de peso, como Hyundai HB20S , Nissan Versa e Honda City. Como principais aliados nessa briga, o modelo da GM tem o espaço interno , a mecânica simples e aperfeiçoada  e o sistema de concierge OnStar entre os principais aliados. Mas será que é o suficiente? Pelo o que notamos ao dirigir o carro no dia a dia o confronto é acirrado, mas ainda faltam detalhes para o sedã da GM superar seus principais rivais.

Um dos pontos que mais incomodam no Chevrolet Cobalt é a posição de dirigir alta demais. Resolveram manter o chamado “ponto H” nas alturas, mesmo ajustando a posição mais baixa do banco do motorista. E o resultado é uma sensação de estar ao volante de algum utilitário e não em um sedã. O que também precisaria mudar é o plástico duro na maior parte do painel além de outros cuidados de acabamento, como a parte interna do tampa do porta-malas sem revestimento, o  que não combina com a versão LTZ automática, que custa R$ 66.790.  

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Tudo bem, não há como negar que o sistema OnStar facilita bastante a vida do dono do carro e que o sistema multimídia Mylink 2 funciona bem, mas se você precisar usar o GPS vai ter que espelhar o celular e acessar o Google Maps. Vale lembrar que, para o espelhamento dar certo é preciso que seu aparelho esteja equipado com as versões mais atuais tanto de Android quanto de iOS.

Em contrapartida, o que não falta no Cobalt é espaço, compatível ou até maior do que alguns sedãs médios.  Cinco ocupantes viajam sem aperto e podem levar bastante bagagem no cavernoso porta-malas de 563 litros. Afora o plástico duro no painel, o interior da versão LTZ agrada, com bancos revestidos parcialmente de couro marrom, volante multincional e apliques acetinados preto brilhante ou cromado. Bom também é que os porta-objetos são suficientes para uma habitabilidade aceitável.  

Correto, mas com pouco sabor

Robusto, o Cobalt se sai bem nas vias mal conservadas, absorvendo bem as irregularidades do piso e rodando em silêncio na maior parte do tempo. Aliás, o isolamento acústico foi um dos principais pontos positivos que notamos no carro. Mas se fizer questão de algum prazer ao dirigir vai ser difícil encontrar no GM.

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Já começa pelos bancos exageradamente altos. E o modo sequencial do câmbio automático de seis marchas fica em um pequeno botão na própria alavanca, o que não apenas obriga a tirar uma das mãos do volante para acioná-lo, mas também acaba não levando à trocas ágeis o suficiente para um tocada mais animada. Portanto, esqueça. Vá no automático e sem pressa.Robusto, o Cobalt se sai bem nas vias mal conservadas, absorvendo bem as irregularidades do piso e rodando em silêncio na maior parte do tempo. Aliás, o isolamento acústico foi um dos principais pontos positivos que notamos no carro. Mas se fizer questão de algum prazer ao dirigir vai ser difícil  encontrar no GM.

O que melhorou mesmo foi a direção, que passou a ter assistência elétrica, o que facilitou as manobras de estacionamento e contibuiu com o conforto. Em contrapartida,  embora os freios de baixo arrasto terem  ajudado a reduzir o consumo, assim como uma série de novas peças do motor 1.8, mostraram que é preciso pisar mais forte no pedal para responderem a contento.

Entretanto, as mudanças no motor 1.8 de fato ajudaram a reduzir o consumo de combustível. Rodando na cidade, sem se preocupar muito com o consumo, pelo computador de bordo o carro fez uma média de 9,5 km/l com apenas etanol no tanque. E a GM diz que, de acordo com o Inmetro, o sedã faz 14,4 km/l na estrada e 11,1 km/l na cidade, com gasolina.

Com uma série de melhorias na linha 2017, o Cobalt ganhou mais apelo diante dos rivais para se manter entre os modelos mais vendidos do segmento. Porém, se a ideia é ter um sedã divertido de dirigir na estrada é melhor pensar em outras opções no mercado, como o Hyundai HB20S 1.6 Premium automático (R$ 68.785), Nissan Versa 1.6 Unique CVT (R$ 66.790) e Honda City LX CVT (R$ 69.000).   

Ficha Técnica

Preço: R$ 66.990 (LTZ automático)

Motor: 1.8, quatro cilindros, flex

Potência: 111 cv a 5.200 rpm

Torque: 17,7 kgfm a partir de 2.600 rpm

Transmissão: Automático, de seis marchas, tração dianteira

Suspensão:Independente (dianteira) / eixo de torção (traseira)

Freios: Discos ventilados na dianteira e tambores na traseira

Pneus: 195/65 R17

Dimensões: 4,48 m (comprimento) / 1,73 m (largura) / 1,50 m (altura), 2,62 m (entre-eixos)

Tanque : 54 litros

Consumo: 11,1 km/l (cidade) /14,4 km/l (estrada) com gasolina

0 a 100 km/h: 10 segundos

Vel. Max: 170 km/h  

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