Utilitário esportivo recebe uma série de melhorias e passa ficar mais atraente na briga acirrada entre os fortes concorrentes

Tracker 2017 ganha um olhar mais sério com os novos faróis com filetes de LED, além de para-choques mais esportivos
Carlos Guimarães/ iG
Tracker 2017 ganha um olhar mais sério com os novos faróis com filetes de LED, além de para-choques mais esportivos

Não é brincadeira a enxurrada de lançamentos de SUVs no mercado, do qual representaram 17,9% das vendas do ano passado, ante 14,3% em 2015, conforme os números da Fenabrave. E não é apenas no Brasil que as vendas de utilitários esportivos estão em alta.  Por isso, a disputa por um lugar ao sol está bem acirrada e a GM decidiu entrar nessa briga apostando na relação entre custo e benefício do Tracker renovado. O carro parte de R$ 79.990 e chega a R$ 89.990, sempre bem equipado e com conjunto mecânico mais eficiente do que tinha antes das mudanças.

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Fazia tempo que não andava em um Tracker . Mas ficou claro durante a avaliação que o SUV melhorou bastante, seja por causa do melhor desempenho, ou pelo consumo menor. Começando pelo ganho de fôlego, o novo motor 1.4 turbo, de 153 cv, mostra mais disposição logo de cara. Mesmo pisando de leve no acelerador, o carro responde com vigor. Já nos 2.000 rpm aparece a força máxima de 24,5 kgfm, ante 18,9 kgfm a altos 3.800 rpm do antigo motor 1.8. Com isso, na prática, as ultrapassagens ficam mais seguras por causa da maior agilidade do carro em concluir as manobras.


Faltou apenas um câmbio que acompanhasse melhor a boa disposicão do motor. Trata-se do mesmo GF6 do Tracker anterior, com o pequeno botão para trocas sequenciais na própria alavanca, o que é mais incômodo que as hastes atrás do volante. Entretanto, como tem seis marchas, a caixa mantém o giro do motor em níveis civilizados na estrada e tem relações bem escalonadas. Só precisaria ter respostas um pouco mais rápidas para quando for preciso impor um ritmo mais acelerado.

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Outros prós e contras do Tracker

 Como apenas recebeu retoques no desenho e manteve a plataforma, um pouco menos de peso faria bem ao Tracker , inclusive para conseguir mais agilidade nas curvas. São nada desprezíveis 1.413 kg que vão de um lado para o outro nas mudanças de trajetória, ante os 1.142 do Nissan Kicks , por exemplo, uma diferença de 271 kg. Contudo, o SUV da GM consegue manter certa firmeza nas curvas, principalmente com as rodas de aro 18 da versão topo de linha LTZ, que vêm montadas em pneus 215/55R 18.  O problema é que faltou controle eletrônico de estabilidade, que não é oferecido nem como opcional.

Entretanto, itens como visibilidade e o sistema de freios, agradam. É fácil manobrar com ajuda da boa área envidraçada e com o ângulo de visão dos retrovisores. Na hora de pisar no freio,  o carro não decepciona, mas bem que podiam ter incluído discos na traseira no lugar dos tambores. Além disso, o porta-malas de 306 litros poderia ser maior, mas o carro é espaçoso e leva cinco pessoas sem nenhum aperto. Outro ponto positivo fica por conta do multimídia MyLink, com tela sensível ao toque e que pode funcionar em conjunto com o OnStar, que agora é pago. E no quesito ergonomia, não há do que reclamar: está tudo bem localizado e é fácil de ser acionado.

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Bom também é que as barrinhas que mostram o nível de combustível do tanque levam mais tempo para sumirem do painel. No dia a dia, não foi difícil perceber que o consumo do Tracker 1.4 Turbo diminiu mesmo na comparação com o que vinha com motor 1.8 Ecotec, aspirado.  Pelos números do Inmetro, o 1.4 turbinado faz 10,6 km/l de gasolina na cidade e 11,7 kml na estrada, ante 8,3 km/l e 11,9 km/l do 1.8, respectivamente. Com etanol, a linha 2017 do SUV consegue um litro a cada 7,3 km em trecho urbano e a cada 8,2 km no rodoviário.

Principais equipamentos

Mudou pouco na traseira do Tracker 2017, Apenas novos detalhes nos para-choques e nas lanternas, entre as diferenças
Carlos Guimarães/ iG
Mudou pouco na traseira do Tracker 2017, Apenas novos detalhes nos para-choques e nas lanternas, entre as diferenças

 O principal atrativo do Tracker é mesmo o custo-benefício. Na versão mais em conta LT, já vem com vários itens interessantes, como sistema stop-start (desliga o motor com o carro parado, tornando a ligá-lo assim que o pedal de freio deixar de ser acionado), multimídia Mylink, rodas de liga-leve de aro 16, câmbio automático de seis marchas e branco traseiro bipartido.

 E com uma diferença de R$ 10 mil, a versão LTZ passa a ter uma lista de equipamentos com airbags laterais e de cortina, bancos de couro, rodas de aro 18, alerta para ponto cego, câmera de ré, descansa braço para o motorista, retrovisores com aquecimento, partida sem chave, sensores para ajudar nas manobras nos para-choques traseiros, teto solar elétrico, entre outros itens.

Mais bem disposto que antes e com visual renovado, o Tracker entra no pareo recheado de equipamentos e com preço atraente na comparação com os principais concorrentes para compensar a idade um pouco mais avançada. O peso acima do ideal, o porta-malas que poderia ser maior e a falta do controle de estabilidade são os pontos que podem atrapalhar a vida do SUV na briga com os rivais. Porém, o carro reúne um pacote interessante e deve incomodar os modelos como Ford EcoSport , Renault Duster, Nissan Kicks e Peugeot 2008 .

Ficha técnica

Preço:  a partir de R$ 79.990

Motor: 1.4, turbo, quatro cilindros,  flex

Potência: 153 cv a 5.200 rpm

Torque: 24,5 kgfm a  2.000 rpm

Transmissão:  Automático, 6 marchas, tração dianteira

Suspensão:Independente (dianteira) e eixo de torção (traseira)

Freios: Discos ventilados na dianteira e sólidos na traseira

Pneus: 215/55 R18 (LTZ)

Dimensões: 4,26 m (comprimento) / 1,77 m (largura) / 1,68 m (altura), 2,56 m (entre-eixos)

Tanque : 53 litros

Consumo: 10,6 km/l (cidade) /11,7 km/l (estrada) com gasolina

0 a 100 km/h: 9,4 segundos 

Vel. Max: 198 km/h