Versão volta a ser oferecida na linha 2018 para quem quer uma aparência diferenciada. Confira a avaliação do sedã mais vendido do Brasil

Toyota Corolla  XRS: custa R$9 mil a mais que a XEi pelo visual esportivo, mas sem mudar o desempenho
Nicolas Tavares/iG Carros
Toyota Corolla XRS: custa R$9 mil a mais que a XEi pelo visual esportivo, mas sem mudar o desempenho

A melhor forma de definir o Toyota Corolla XRS é como aquele cara passando pela crise de meia-idade. Ele quer parecer jovem, mas sabe muito bem que não é. Essa versão do sedã médio adota detalhes para deixar a impressão que é esportivo. Entretanto, não passa disso, já que sua mecânica é igual a das demais versões 2.0. Ou seja, pagamos mais por algumas mudanças estéticas – R$ 108.990, ou R$ 9.900 acima da XEi, na qual é baseada.

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O Toyota Corolla XRS é um nome conhecido. A geração anterior do sedã teve a mesma versão com a mesma pegada: saias laterais, aerofólio traseiro e para-choques diferenciados. Quando lançaram o novo Corolla, o carro ficou sem essa configuração, que só voltou agora na linha 2018, junto com a reestilização. Tem mais alguns detalhes, como faróis dianteiros em LED, rodas diamantadas de 17 polegadas, luz de freio de LED no defletor de ar traseiro, ponteira do escapamento cromada e acabamento interno preto.

Não é ruim visualmente, pelo contrário. Até dá um bom aspecto ao Corolla, ajudando a dar um aspecto mais jovial ao sedã. Combinado às mudanças vindas da reestilização, como a nova grade frontal( mais fina), os faróis com novo formato e o para-choque frontal redesenhado, com uma grande entrada de ar que atravessa toda a peça. As rodas de 17 polegadas melhoraram o aspecto geral, deixando o carro mais imponente

Recebeu faróis em LED, aerofólio traseiro com luz de freio integrada, rodas diamantadas e para-choques exclusivos
Nicolas Tavares/iG Carros
Recebeu faróis em LED, aerofólio traseiro com luz de freio integrada, rodas diamantadas e para-choques exclusivos

Essas mudanças são aplicadas sobre o Corolla 2.0 XEi. Ou seja, o sedã vem equipado com faróis com LED de iluminção diurna, lanternas em LED, novo acabamento interno, ar-condicionado, central multimídia Touch 2 com tela de 7  polegadas sensível ao toque e com GPS integrado, computador de bordo com tela TFT de 4,2 polegadas, coluna de direção com regulagem de altura e profundidade, volante multifuncional, câmera de ré, controle de cruzeiro, faróis com acendimento automático, chave presencial, partida por botão, controle eletrônico de estabilidade e tração, sete airbags (frontais, laterais, de cortina e de joelho para o motorista) e retrovisor eletrocrômico. Como não é a versão topo de linha, papel desempenhado pelo Corolla Altis, fica sem sensor de chuva, banco do motorista com comandos elétricos, ar-condicionado de duas zonas e retrovisores com rebatimento automático.

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Atleta de 50 anos

Como é um carro esportivado, isto é, um modelo que só tenta parecer esportivo, o Corolla XRS manteve o mesmo conjunto mecânico que boa parte da linha. Usa o motor 2.0 Dual-VVTi 16V, capaz de gerar 154 cv e 20,7 kgfm de torque a 4.800 rpm, quando abastecido com etanol. Trabalha exclusivamente com câmbio automático CVT, que simula sete marchas e tem opção de trocas manuais pela alavanca do câmbio, ou pelas aletas atrás do volante. 

Assim como o Corolla XEi, o XRS vem com o ótimo câmbio CVT, que consegue tirar um bom desempenho do motor 2.0, com a vantagem de não ser barulhento como em outros carros com o mesmo tipo de transmissão – e que ficou ainda melhor na versão 2018, pelos reforços no isolamento acústico. É bem calibrado, fazendo bom uso da simulação de marchas para não só acelerar, como também mostrar ao motorista que está ganhando velocidade (alguns CVTs fazem o motor gritar muito enquanto o carro parece não sair do lugar).

Por dentro, o acabamento continua bom, embora as linhas e o relógio digital envelheçam demais a cabine
Nicolas Tavares/iG Carros
Por dentro, o acabamento continua bom, embora as linhas e o relógio digital envelheçam demais a cabine

Está um pouco mais agradável de dirigir, embora não seja exclusividade do XRS. A Toyota trocou as rodas 16” por 17”, então, tiveram que ajustar a suspensão e a resposta da direção elétrica para compensar. Continua usando McPherson na frente e eixo de torção na traseira, ambas com barra estabilizadora, além de ficar 5 milímetros mais alto. Só que ficou mais rígido do que o modelo 2017, o que pode incomodar um pouco quem gostava da suavidade do anterior. Por outro lado, fica mais gostoso de dirigir nas curvas.

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Tem um bom rendimento energético para o segmento. De acordo com os números oficiais do Conpet-Inmetro, faz 7,2 km/l na cidade e 8,8 km/l na estrada, com etanol. Se andar com o pé leve, dá para aumentar essa média – no dia-a-dia, cheguei a 7,8 km/l sem muito esforço. Se for abastecido com gasolina, irá chegar a 10,6 km/l no ciclo urbano e 12,6 km/l no rodoviário. Só que está um passo atrás de seus rivais com motores turbo. O Cruze 1.4 faz até 14 km/l na estrada, enquanto o Civic 1.5 chega a 14,6 km/l. 

A verdade é que, com o Toyota Corolla XRS, você não vai parecer mais descolado. Pelo contrário, vai ficar com cara de quem está tentando ser mais jovem do que é. O XRS é a mesma coisa que o XEi, custando R$ 9.900 a mais apenas para receber detalhes exclusivos de design. Faz mais sentido comprar o XEi por R$ 99.990 ou, se faz questão de pagar tanto em um Corolla, colocar mais R$ 6.000 e subir para o Altis, por R$ 114.990 e ganhar mais alguns equipamentos.

Ficha Técnica

Preço:  R$ 108.990

Motor: 2.0, 16V, quatro cilindros em linha

Potência (E/G): 154 cv (E) / 143 cv (G) a 4.500 rpm

Torque (E/G): 20,7 kgfm (E) / 19,4 (G) a 1.500 rpm

Transmissão: CVT, sete marchas simuladas, tração dianteira

Suspensão: Independente, McPherson (dianteira) / eixo de torção (traseira)

Freios: Discos ventilados (dianteiros) / discos sólidos (traseiros)

Pneus: 215/50 R17

Dimensões: 4,62 m (comprimento) / 1,77 m (largura) / 1,47 m (altura), 2,70 m (entre-eixos)

Tanque : 60 litros

Porta-malas: 470 litros

Consumo (E/G): 7,2 km/l (E) - 10,6 km/l (G) na cidade / 8,8 km/l (E) - 12,6 km/l (G) na estrada 

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