Hatch subcompacto vendido a partir de R$ 25.990 ainda se mantém como o mais em conta do País, mesmo com a chegada Renault Kwid, no mês que vem

Chery QQ da nova geração, fabricado no Brasil, tem linhas modernas, mas ainda falta um conjunto mais bem acertado
Carlos Guimarães/iG
Chery QQ da nova geração, fabricado no Brasil, tem linhas modernas, mas ainda falta um conjunto mais bem acertado

Não dá para evitar de falar em crise diante da situação em que se encontra o Brasil atualmente. Nem deixar de associar isso com os carros de baixo custo, como o Chery QQ, ou o Renault Kwid, que vai começar a ser vendido no mês que vem, a partir de R$ 29.990. No caso do modelo da marca chinesa, feito em Jacarei (SP), o preço mínimo é ainda mais baixo na comparação com o rival: R$ 25.990. Mas, por esse valor, a simplicidade é tanta que não há nem direção assistida e ar-condicionado.

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Então, melhor partir logo para a versão mais equipada ACT do Chery QQ , como a que avaliamos no dia a dia, oferecida por ainda atrativos R$ 31.990, menos que os R$ 34.210 de um Fiat Mobi Like básico, que não vem nem com vidros elétricos, desembaçador do vidro traseiro, travas elétricas e pré-disposição para radio, itens incluídos em um pacote que custa mais R$ 1.937 e leva o preço a R$ 36.147. Se quiser ar-condicionado e mais algumas comodidades encontradas no QQ 1.0 Flex, terá que optar pelo Mobi Drive, que parte de R$ 41.260. Ou seja, a diferença entre o QQ ACT eo Mobi Drive fica em quase R$ 10 mil.



Mas, será que vale a pena economizar esse dinheiro e levar o QQ Flex para casa? Pelo o que depender do que o carro mostrou durante a avaliação, a resposta é: não. O carro ainda não atingiu o nível mínimo necessário para superar os principais concorrentes, principalmente quando o assunto é comportamento dinâmico, segurança e qualidade. Porém, mostrou claros sinais de evolução se for levado em conta a geração anterior. 

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O visual do QQ é simpático e moderno, não resta dúvida. Além da boa área envidraçada e das linhas com cantos arredondados, o carro vem com detalhes que demonstram um certo arrojo, como a tampa traseira de vidro e as maçanetas das portas traseiras instaladas em posição mais elevada e as lanternas nas colunas. Tudo de maneira harmônica de de bom gosto, inclusive as rodas de liga-leve, de aro 14, montadas em pneus 175/65R.

Andando no QQ

Visto de traseira,o QQ também agrada, com tampa traseira de vidro e lanternas embutidas nas colunas
Carlos Guimarães/iG
Visto de traseira,o QQ também agrada, com tampa traseira de vidro e lanternas embutidas nas colunas


Tudo começa a complicar um pouco por dentro. A qualidade de materiais e de componentes em geral é muito simples. No quadro de instrumentos, tanto o conta-giros quanto o marcador do nível de combustível são barras liuminosas. Mas falta precisão de funcionamento e, quando bate o luz do sol, desaparecem. Além disso, o nível de ruído dentro do carro fica acima do ideal, mostrando falta de isolamento acústico adequado.

Dirigindo com cuidado, sem pisar com muita força no pedal da direita, o QQ mostra que até que responde bem em rotações mais baixas, em torno dos 2.000 rpm, o que acaba ajudando a economizar combustível e a manter o interior em patamares mais civilizados de silêncio. São 75 cv e bons 10,1 kgfm de torque a 4.500 rpm no motor 1.0, de três cilindros, flex. Entretanto, o câmbio manual de cinco marchas não é dos mais precisos e as relações de marchas são um tanto curtas para dar agilidade em trechos urbanos.

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A direção com assistência apenas hidráulica poderia ser mais leve nas manobras de estacionamento. Mesmo com o baixo peso do carro (940 kg), é preciso fazer algum esforço para manobrar. E é bom ter cautela nas curvas e ir devagar com o andor porque o QQ parece ter sido concebido para ser dirigido sem pressa, com respostas um pouco tardias se comparadas a dos rivais,entre os quais, o próprio Fiat Mobi.

Contudo, sem exageros, o pequeno Chery cumpre seu papel de modelo urbano e econômico.De acordo com os dados do Inmetro, com apenas gasolina no tanque (de apenas 35 litros), o carro faz 12,9 km/l na cidade e 14,4 km/l na estrada, números que passam para 8,9 km/l e 9,9 km/l com etanol, respectivamente, nada mau.

Conclusão

Portanto, ainda mais com a chegada do Renault Kwid ao mercado, a partir do mês que vem, a vida do Chery QQ não está nada fácil no Brasil, uma vez que tem fortes concorrentes com conjuntos mais bem acertados. Conta apenas a fator preço como principal vantagem, mas fica devendo mais qualidade e uma rede de concessionários que seja mais abragente e consiga entregar peças e serviços com a mesma eficiência dos rivais.

Ficha técnica

Preço:  a partir de R$ 25.990 (R$ 31.990na versão ACT, como a avaliada)

 Motor: 1.0, três cilindros, flex

Potência: 75 cv a 6.000 rpm

Torque: 10,1 kgfm a  4.500 rpm

Transmissão:  Manual, cinco marchas, tração dianteira

Suspensão:Independente (dianteira e traseira)

Freios: Discos ventilados na dianteira e tambores na traseira

Pneus: 175/65 R14 

Dimensões: 3,56 m (comprimento) / 1,62 m (largura) / 1,53 m (altura), 2,34 m (entre-eixos)

Tanque : 35 litros

Porta-malas: 160 litros 

 Consumo: 12,9 km/l (cidade) /14,4 km/l (estrada) com gasolina

0 a 100 km/h: 14 segundos 

Vel. Max: 165 km/h


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