Versão 1.0 vem com conjunto bem acertado, mas cobra por isso e pelo pacote de equipamentos um pouco mais refinado. Parte de R$ 50.990

Hyundai HB20S:  desenho ainda agrada, com detalhes diferenciados em se tratando de um mero sedã com motor 1.0
Carlos Guimarães/ iG
Hyundai HB20S: desenho ainda agrada, com detalhes diferenciados em se tratando de um mero sedã com motor 1.0

A briga pelo segundo lugar entre os sedãs compactos mais vendidos está bastante acirrada e o Hyundai HB20S não tem vida fácil. De acordo com os números da Fenabrave (Federação dos Distribuidores de Veículos), o modelo da marca coreana teve 2.652 unidades vendidas em janeiro, ante 2.598 do Volkswagen Voyage e 2.207 do Toyota Etios Sedan. São três modelos que já pedem mudanças para ganharem apelo. Mas o HB20S ainda tem mais atributos para se manter um pouco à frente como pudemos comprovar durante a avaliação no dia a dia, tanto na cidade quando na estrada.

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Pois é, o compacto da Hyundai vai ficar sem mudanças, pelo menos até o fim do ano. Espere pela nova geração apenas a partir de 2019, quando também vai mudar o hatch. Por enquanto, o carro mostra que conserva suas qualidades que o tornaram um sucesso de vendas no Brasil desde o lançamento, em 2012. Na versão 1.0 Comfort Plus do Hyundai HB20S , com câmbio manual de cinco marchas, como a avaliada, o sedãzinho parte de R$ 50.990, valor que sobe para R$ 52.630 com a central Blue Media, compatível com Apple Car Play e Android Auto.

Em se tratando de um sedã 1.0, o HB20S se destaca por oferecer um pacote um pouco mais refinado que se espera de um compacto de baixa cilindrada, apesar de cobrar mais por isso. Para se ter uma ideia, o líder de vendas do segmento, o Chevrolet Prisma, parte de R$ 47.490 na versão básica Joy, que é bem acertada, mas não conta com detalhes como repetidores de direção nos retrovisores, chave do tipo caninete, computador de bordo e rodas de aro 15 polegadas, tudo de série no Hyundai, que ainda traz o competente motor de três cilindros, que rende 80 cv e bons 10,2 kgfm de torque a 4.500 rpm que funciona bem com o câmbio manual de cinco marchas, com relações um pouco curtas para dar agilidade.

Marcas da idade

Interior é bem resolvido e tem boa ergonomia, mas está há mais de 5 anos quase sem mudanças significativas
Divulgação
Interior é bem resolvido e tem boa ergonomia, mas está há mais de 5 anos quase sem mudanças significativas

Na estrada, vindo a 120 km/h, o ponteiro do contagiros marca um pouco mais de 4.000 rpm, mas o bom isolamento acústico dá conta do recado e consegue-se viajar com conforto, sem um nível de ruído incômodo. Entretanto, se tivesse a sexta marcha, além de conseguir aumentar um pouco a velocidade máxima ainda contribuiria para economizar combustível. Mas isso deverá ficar para a próxima geração, assim como a direção com assistência elétrica e não apenas hidráulica, como é atualmente, deixando o volante mais pesado do que deveria nas manobras.   

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O lado bom do HB20S é que a posição de dirigir não é tão alta como a de alguns dos seus rivais e conta com regulagem de altura do banco do motorista. Ponto positivo também para o volante de quatro raios tem boa empunhadura e vem com os principais comandos do som, além dos botões para atender e desligar ligações telefônicas por meio da conexão Bluetooth. O sistema de som é simples, mas eficiente, fácil de ser conectado com qualquer celular, além de ter entradas USB e auxiliar e boa qualidade dos alto-falantes.

A ergonomia do sedã continua elogiável, com comandos bem localizados e fáceis de ser acionados, seja do ar-condicionado, do som, ou qualquer outro botão.  Mas o cluster com iluminacão azul  e vermelha, com barrinhas digitais para marcar a temperatura do motor e o nível de combustível já cansou. E o botão que controla o computador de bordo poderia ser mais prático que o que vai no próprio painel, mais um ponto a ser mudado na próxima geração.

Cluster com iluminação azul e vermelha foi moda na década passada e já caiu em desuso atualmente
Divulgação
Cluster com iluminação azul e vermelha foi moda na década passada e já caiu em desuso atualmente

 O que deve ser mantido é o acerto da suspensão, que apesar de ser um pouco mais firme contribui com a estabilidade do carro nas curvas. Outro aspecto positivo é que o carro transmite uma sensação de segurança e funciona sempre em silêncio. Faltou apenas o controle eletrônico de estabilidade, que não é oferecido nem como opcional em nenhuma versão, o que vai ser revisto na segunda geração do modelo que tem bons freios, bem dimensionados e equalizados, com discos no eixo dianteiro e tambores no traseiro.

Quando o assunto é economia de combustível, o H20S 1.0 não decepciona. Conforme os dados do Inmetro, o carro faz 11,4 km/l na cidade e 13 km/l na estrada com apenas gasolina no tanque, números que passam para 8,5 km/l e 9,4 km/l com etanol, respectivamente. Com uma marcha a mais, poderia ser ainda mais econômico e ganhar autonomia, com o tanque de 50 litros. Novos materais devem deixar o carro mais leve e ajudar ainda mais na economia de combustível. 

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O espaço interno é outro ponto que merece destaque no HB20S, inclusive no porta-malas de 450 litros. Para levar a família, as ancoragens do tipo ISOFIX para cadeirinhas infantis também contam pontos, bem com o sistema que trava das portas automaticamente a partir de 15 km/h. Além disso, a visibilidade é boa, proporcionada pela área envidradada e pelo ângulo de visão dos retrovisores. Apenas o espelho interno ainda vem com o antiquado botão do tipo dia/noite. O ideal seria que fosse eletrocrômico, outro ponto a ser visto na próxima geração do HB20. 

Conclusão 

O Hyundai HB20S ainda conserva qualidades que o tornaram um sucesso de vendas no Brasil, mas cobra por isso e já pede mudanças que deverão ser implementadas na nova geração, esperada para o ano que vem. Itens como câmbio de seis marchas, direção elétrica, controles de estabildade e tração fazem falta em um carro que custa mais de R$ 50 mil. Tudo isso será fundamental para que o sedã continue sendo bem aceito no mercado.

 Ficha Técnica 

Preço: R$ 45.830

Motor: 1.0, três cilindros, flex

Potência: 80 cv a 6.200 rpm

Torque: 10,2 kgfm a 4.500 rpm

Transmissão: Manual, cinco marchas, tração dianteira

Suspensão: Independente (dianteira) / eixo de torção (traseira)

Freios: Discos ventilados na dianteira e tambores na traseira

Pneus: 185/60 R15

Dimensões: 4,23 m (comprimento) / 1,68 m (largura) / 1,47 m (altura), 2,50 m (entre-eixos)

Tanque : 50 litros

Consumo: 11,4 km/l (cidade) /13 km/l (estrada) com gasolina

0 a 100 km/h: 14,6 segundos

Vel. Max: 162 km/h

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